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Inteligência Artificial na Medicina: Salvará Mais Vidas?

Se você já se pegou pensando se, em um futuro próximo, vai ser atendido por um robô cirurgião ou receber aquele diagnóstico certeiro por meio de um aplicativo mais esperto que seu médico do bairro, não está sozinho. A Inteligência Artificial (IA) está, sim, transformando a medicina e, acredite, já está salvando vidas de maneiras que parecem coisa de ficção científica. Mas até que ponto ela realmente vai revolucionar a saúde? Bora mergulhar nesse assunto que mistura bits, bisturis e muita esperança!

Primeiro, precisamos entender: IA na medicina não é só robô com jaleco, não. É um conjunto de tecnologias que usa algoritmos inteligentes para analisar montanhas de dados médicos – e, se tem uma coisa que hospital gosta, é papelada e exames. Segundo a consultoria McKinsey, só em 2024, a quantidade de dados médicos gerados no mundo dobrou em relação a 2022. E aí entra a IA, com sua capacidade de ler, interpretar e aprender com milhões de informações em tempo recorde.

O câncer, por exemplo, é um dos campos onde a IA já está mostrando serviço. Pesquisadores da Universidade de Oxford publicaram, em 2024, um estudo em que algoritmos de IA conseguiram detectar câncer de mama em exames de mamografia com precisão de 94,5%, superando radiologistas experientes (que ficaram na média de 88 a 90%). E não para por aí: um experimento do Google Health conseguiu identificar câncer de pulmão em tomografias com menos erros do que uma equipe inteira de especialistas humanos.

Mas calma: os médicos não precisam procurar outro emprego – ainda. A IA funciona melhor como uma super assistente, acelerando diagnósticos, apontando riscos que poderiam passar batido e ajudando médicos a tomarem decisões baseadas em evidências, não só no feeling. Um relatório da OMS, publicado em 2024, destacou que sistemas de IA reduziram em até 28% a taxa de erros em diagnósticos em hospitais que adotaram essas soluções, principalmente em doenças cardiovasculares e infartos.

E o papo de salvar vidas não é exagero, não. Imagine só: cada minuto conta em casos de AVC (acidente vascular cerebral). Um estudo feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, mostrou que, usando IA para analisar exames de imagem, foi possível reduzir o tempo de diagnóstico – e, consequentemente, de início do tratamento – em até 40%. Traduzindo: mais gente saindo do hospital andando, falando e pronta para curtir a próxima playlist.

A IA também está na linha de frente na pandemia da COVID-19, ajudando a prever surtos, otimizar recursos e acelerar a busca por tratamentos. Em 2023, a plataforma BlueDot, baseada em IA, conseguiu prever o surto de uma nova variante semanas antes da OMS emitir alerta oficial.

Claro, nem tudo são algoritmos e unicórnios. Existem desafios gigantes: privacidade de dados, vieses nos algoritmos (se você só alimenta a IA com dados de uma população, ela pode errar feio com outros grupos) e o bom e velho medo de sermos dominados por máquinas. Mas, por enquanto, a relação é de parceria: médicos e IA trabalhando juntos para dar mais segurança e precisão aos tratamentos.

O segredo para o futuro? Investimento, ética e uma dose saudável de ceticismo. A tecnologia evolui, mas o toque humano – aquele olho no olho, o cuidado e a empatia – ainda são insubstituíveis. O mais provável é que, até 2030, a IA e os médicos formem um “dream team” capaz de diagnosticar, tratar e até prevenir doenças com antecedência nunca vista.

Então, respondendo à pergunta: sim, a Inteligência Artificial já está salvando vidas na medicina, e a tendência é multiplicar esse impacto nos próximos anos. Se vai substituir o médico? Só se ele trocar o estetoscópio por um pendrive. Mas que vai ser impossível imaginar hospitais sem IA, ah, isso vai.

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