Histórias por Trás dos Maiores Hits do Pop BR

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Quando a gente pensa em música pop brasileira, logo vem à cabeça aquelas faixas que grudam igual chiclete e, de alguma forma misteriosa, parecem fazer parte da trilha sonora da nossa vida. Mas você já parou para se perguntar o que existe por trás dos maiores hits do pop BR? Vem comigo desvendar as histórias, curiosidades e até as polêmicas (adoramos uma fofoquinha musical) que tornaram essas músicas verdadeiros fenômenos nacionais.

Começando pelos anos 80, impossível não citar “Como Uma Onda”, de Lulu Santos, lançada em 1983. O interessante é que a letra nasceu da cabeça do poeta Nelson Motta, inspirada pelo conceito filosófico do impermanente. Enquanto muita gente achava que era uma canção sobre amores passageiros, Lulu e Motta estavam querendo falar da vida como um eterno vai-e-vem. E olha, funcionou: até hoje, todo mundo canta “Nada do que foi será / De novo do jeito que já foi um dia”. Filosofia de boteco e pista de dança, tudo junto.

Avançando para os anos 90, ninguém escapou do refrão chiclete de “Anna Júlia”, dos Los Hermanos. Mas sabia que a musa inspiradora era real? Anna Júlia Werneck era estagiária do empresário da banda, e os integrantes, especialmente Rodrigo Amarante, ficaram tão encantados com ela que surgiu a música que alçou o grupo ao estrelato. Depois desse hit, eles seguiram para uma sonoridade mais experimental – talvez para fugir do fantasma da Anna Júlia, que não quis saber de nenhum deles!

Agora, aterrissando nos anos 2000, não dá para ignorar “Festa”, da Ivete Sangalo. O hit de 2001 foi composto pela própria cantora numa manhã inspirada em Salvador, e, segundo ela, foi escrita em menos de meia hora! O poder da baianidade é tanto que a canção virou um hino não só do Carnaval, mas de qualquer comemoração brasileira. Reza a lenda que Ivete compôs a faixa enquanto tomava café, provando que inspiração pode, sim, vir entre um pãozinho e um gole de café preto.

E quem não lembra de “Ai, Se Eu Te Pego”, do Michel Teló? Lançada originalmente por Cangaia de Jegue, estourou mesmo com Teló em 2011. O refrão, “Nossa, nossa, assim você me mata…”, foi inspirado em gritos de guerra de amigas do compositor Antônio Dyggs em Porto Seguro. O sucesso foi tanto que até Cristiano Ronaldo e Neymar viralizaram a dança fora do Brasil. A música chegou ao topo das paradas em mais de 20 países – sim, até os gringos se renderam ao “delícia, delícia”.

Avançando para a nova geração do pop BR, não tem como não mencionar “Vai Malandra”, da Anitta. Em 2017, a cantora conseguiu unir MC Zaac, Maejor, Tropkillaz e DJ Yuri Martins em uma mistura irresistível de funk, pop e trap. O clipe, gravado no Vidigal, trouxe a favela para o centro do universo pop e quebrou recordes na época: mais de um milhão de visualizações em menos de 40 minutos. O look de fita isolante virou trend e o clipe foi o mais assistido do Brasil em 2017, mostrando que representatividade vende, sim, e que Anitta sabe muito bem surfar as ondas do mainstream.

Para fechar com chave de ouro, não podemos deixar de citar “Me Adora”, da Pitty. Lançada em 2009, a faixa nasceu de um desabafo da cantora para um crítico que não acreditava no sucesso dela após o boom de “Admirável Chip Novo”. O hit não só calou os haters como virou um dos maiores hinos de autoafirmação do pop rock nacional. A ironia do refrão “Me adora / Se liga, me adora” é tão deliciosa quanto fazer careta pra quem duvida de você.

Essas são só algumas das histórias por trás dos maiores hits do pop BR – canções que, além de animarem festas e embalos, trazem sentimentos, momentos históricos e, claro, muita brasilidade. Se ficou curioso para ouvir ou relembrar essas e outras faixas que marcaram gerações, vem conhecer o Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar músicas, criar playlists exclusivas e ainda ficar por dentro de uma revista digital completa sobre os mais variados assuntos. Bora dar o play e descobrir o pop brasileiro de um jeito novo?

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