Quando pensamos em música brasileira que faz o corpo mexer sozinho, o Axé certamente ocupa um lugar especial no coração (e nos quadris!) do povo. Mas você já parou para pensar de onde veio esse ritmo contagiante, como ele conquistou o Brasil e, pasme, até partes esquecidas do globo? Prepare-se para mergulhar na eletrizante história do Axé: da Bahia para o mundo!
Tudo começa na década de 1980, em Salvador, a vibrante capital da Bahia. Nessa época, Salvador já era conhecida por suas festas de rua, principalmente o lendário Carnaval. Mas faltava aquele “algo a mais” que misturasse todas as influências musicais da cidade – do samba-reggae ao frevo, passando pelo ijexá, forró, merengue, reggae, e claro, aquele tempero africano que só a Bahia tem.
O termo Axé, originalmente uma saudação de origem iorubá que significa “energia positiva”, começou a ser usado para designar o caldeirão musical que fervia nos trios elétricos, blocos afros e nas rodas de música da capital baiana. O Axé não surgiu da noite para o dia, ele foi sendo cozido a fogo lento ao longo dos anos, com pitadas de ritmos africanos trazidos pelos escravizados, toques de música popular nordestina e aquele molho carnavalesco típico da cidade.
Tudo mudou quando, em 1985, Luiz Caldas lançou o hit “Fricote (Nega do Cabelo Duro)”. A música explodiu nas rádios e virou febre em todo o Brasil. Caldas é considerado o “pai do Axé”, mas muitos outros nomes ajudaram a criar e a popularizar o gênero. Banda Mel, Banda Eva, Chiclete com Banana, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Ivete Sangalo… a lista é grande, e todos têm sua parcela de mérito na história desse movimento.
Nos anos 90, o Axé deixou de ser apenas um ritmo de Carnaval para se tornar um fenômeno nacional e internacional. Quem não se lembra de “O Canto da Cidade”, de Daniela Mercury? O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias e colocou o Axé na prateleira dos hits mundiais. Em 1996, Ivete Sangalo e a Banda Eva lançaram “Beleza Rara”, e a música virou trilha sonora de festas, casamentos, formaturas e até da faxina de domingo.
A coreografia também virou marca registrada. Afinal, quem nunca tentou dançar “Arerê” ou fazer o famoso “tchubirabirom” de Asa de Águia? O Axé não pede licença, ele invade, sacode e não deixa ninguém parado. Até quem diz que tem “dois pés esquerdos” acaba se rendendo.
O boom foi tanto que o Axé chegou aos quatro cantos do planeta. Festivais na Europa, turnês nos Estados Unidos, Japão, África… O famoso Carnaval de Salvador, puxado pelos trios elétricos, virou atração turística internacional, atraindo gente do mundo inteiro, de celebridades hollywoodianas a reis e rainhas disfarçados de foliões.
E o Axé não parou no tempo. O gênero se reinventou, misturou elementos do pop, funk, eletrônico e sertanejo, mas sem perder a essência: alegria, festa e muita energia positiva. Novas gerações, como Léo Santana, Parangolé e Psirico, mantêm a chama acesa, provando que o Axé ainda é sucesso garantido, seja nas praias de Salvador ou nas playlists do mundo digital.
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