Música

Funk Proibidão: O Que a Mídia Não Mostra

Se existe um gênero que faz a galera rebolar, questionar e, claro, causar aquele rebuliço na mídia, esse é o funk proibidão. Se você nunca ouviu falar, pode ter certeza: já dançou ao som de algum batidão que nasceu das vielas e becos do Rio de Janeiro — mesmo que sem saber! Mas, afinal, o que a mídia não conta sobre esse fenômeno cultural que divide opiniões e conquista multidões? Vem com a gente descobrir os bastidores do proibidão, sem censura e com muita informação de verdade, porque aqui jogamos luz onde só tem sombra.

Antes de mergulhar no proibidão, é preciso fazer uma rápida viagem no tempo. O funk carioca começou a se espalhar nos anos 1980, inspirado pelo Miami Bass, e logo ganhou seu próprio sotaque. Com o tempo, a versão “proibida” surgiu, trazendo letras explícitas sobre o cotidiano das favelas, relações de poder, sexualidade e, sim, conflitos com a lei. Não à toa, muita gente corre para julgar, mas poucos realmente entendem o contexto por trás das batidas pesadas e rimas afiadas.

A mídia tradicional costuma simplificar o funk proibidão como um reflexo da “violência gratuita” ou do “descontrole social”. Mas, calma lá! Diversos estudos já mostram que, muito além dos estereótipos, o proibidão serve como veículo de expressão social para uma juventude historicamente silenciada. Segundo pesquisas do Observatório de Favelas, o gênero funciona como um diário coletivo, onde as comunidades relatam suas dores, vitórias, festas e, claro, suas críticas à desigualdade e à presença policial. Por trás de cada letra polêmica, existe uma vivência real — e esconder isso é tapar o sol com a peneira.

Outro ponto que a mídia raramente destaca é a função de resistência cultural do funk proibidão. Quando o Estado proíbe bailes, criminaliza MCs ou faz operações para apreender aparelhagem, não está só censurando música: está silenciando histórias de vida. Em 2019, por exemplo, a Human Rights Watch denunciou uma série de ações policiais que resultaram em mortes e prisões durante eventos de funk nas comunidades do Rio. Os MCs, longe de serem “bandidos”, muitas vezes cumprem o papel de cronistas urbanos, documentando no ritmo do tamborzão o que não sai no jornal das oito.

Se o funk proibidão incomoda, é porque ele expõe feridas sociais que todo mundo prefere varrer para debaixo do tapete. Fala de temas que chocam, mas que fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas: tráfico, violência, sexualidade, autoestima marginalizada. Em vez de ouvir os MCs, muitos preferem demonizá-los. O detalhe é que, quanto mais se tenta proibir, mais o proibidão ganha força — não só nas favelas, mas nos fones de ouvido de todo o Brasil (e até lá fora, já que artistas internacionais como M.I.A. e Diplo já samplearam batidas brasileiras).

Outro ponto curioso: o proibidão também é espaço de inovação musical. Em vez de instrumentos caros de estúdio, os DJs e produtores usam computadores baratos, samples de funk dos anos 1990 e criatividade de sobra. O resultado? Batidas que influenciam desde o rap nacional até o pop internacional. Não é à toa que hits como “Rap das Armas” e “Baile de Favela” ultrapassam milhões de streams, mesmo com todas as limitações impostas.

E vamos combinar: no fim das contas, o proibidão também é diversão. Por mais que choque alguns ouvidos mais sensíveis, os bailes são pontos de encontro, lazer e celebração para quem, muitas vezes, não tem outras opções culturais acessíveis. E, cá entre nós: já viu alguém triste dançando “Bonde do Tigrão”? Difícil, né?

Então, na próxima vez que ouvir alguém falar mal do proibidão, lembre-se: existe muito mais por trás das batidas e rimas do que a mídia mostra. E se quiser ouvir tudo isso sem limites, acessar playlists exclusivas e mergulhar em um universo musical sem preconceitos, não perde tempo: acesse agora mesmo o Soundz (https://soundz.com.br) — a plataforma de streaming de música grátis onde você pode criar playlists, escutar seus sons favoritos e ainda ficar por dentro de um montão de conteúdos incríveis em nossa revista digital completa. Bora dar play no que a mídia não mostra!

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