Evolução dos Virais do Spotify na Última Década

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Se tem algo que mudou drasticamente a forma como ouvimos e descobrimos música nos últimos dez anos, esse algo atende pelo nome de Spotify. Fundado lá atrás em 2008, o serviço sueco demorou um pouco para emplacar de vez no Brasil, mas não demorou muito para se tornar a trilha sonora da nossa rotina – do chuveiro ao happy hour. Só que, mais do que só tocar música, o Spotify acabou se tornando berço de uma verdadeira cultura de virais, com hits inesperados explodindo e tomando conta das nossas playlists. Mas como é que isso tudo aconteceu? Bora dar um mergulho na evolução dos virais do Spotify na última década e entender como as músicas mais ouvidas foram moldando nossos ouvidos (e nossas dancinhas do TikTok).

Tudo começou por volta de 2015, quando o Spotify já estava bem estabelecido no Brasil e no mundo. A plataforma revolucionou o conceito de charts musicais: agora, o sucesso não dependia só das rádios ou da MTV, mas do que as pessoas realmente escolhiam ouvir, quantas vezes quisessem. O resultado? Gêneros antes considerados “de nicho” passaram a ter espaço para brilhar. Lembra do “Lean On”, do Major Lazer com DJ Snake e MØ? A música foi praticamente onipresente em 2015, e virou o single mais tocado da história do Spotify na época, com mais de 1 bilhão de streams – um número que hoje parece até modesto, mas que foi revolucionário.

De lá para cá, a explosão dos virais ganhou ainda mais força graças às redes sociais e, claro, ao algoritmo do Spotify. Quem nunca se pegou ouvindo uma faixa desconhecida na playlist “Descobertas da Semana” e, de repente, viu aquela mesma música estourando nos trends do Twitter e nos memes do Instagram? Foi assim que hits como “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee, dominaram não só as paradas, mas também as festinhas de família. Aliás, em 2017, “Despacito” foi simplesmente a música mais reproduzida da história do Spotify, superando qualquer barreira de idioma e provando que a linguagem universal é mesmo a batida.

O segredo por trás dessas explosões? Além do talento dos artistas, claro, está a capacidade das playlists editoriais do Spotify de ditar tendências. Em 2016, a plataforma lançou oficialmente as playlists “Viral 50” e “Top 50”, separando o que estava fazendo sucesso orgânico do que já era mainstream. Nessa onda, artistas como Billie Eilish surgiram praticamente do nada: seu hit “bad guy” foi catapultado pelo Spotify em 2019 e chegou a figurar entre as músicas mais tocadas do ano, impulsionada por challenges de dança e memes (obrigado, TikTok!).

Outro ponto marcante da evolução dos virais foi a ascensão do rap e do funk brasileiro. Em 2020, MC Kevin o Chris, Anitta e Ludmilla viram seus lançamentos explodirem nas playlists, colocando o funk nas cabeças dos charts globais. “Vai Malandra”, por exemplo, foi a primeira música brasileira a entrar no Top 50 Global do Spotify, mostrando o poder que o streaming tem de quebrar fronteiras. O mesmo aconteceu com “Envolver”, da Anitta, que em 2022 chegou ao topo do mundo, desbancando hits internacionais e viralizando com uma coreografia que ninguém conseguia fazer igual (mas todo mundo tentava).

Não dá para falar de virais do Spotify sem mencionar as surpresas que só a internet pode proporcionar. Sabe aquela música antiga que voltou a bombar anos depois? Kate Bush que o diga: em 2022, “Running Up That Hill”, lançada em 1985, ressurgiu como fenômeno mundial graças à série Stranger Things e virou hit entre gerações que nem tinham nascido quando a faixa foi lançada. O Spotify registrou um aumento de mais de 8.700% nas reproduções da música só na primeira semana após o episódio ir ao ar. O streaming trouxe oportunidades para que músicas de todas as épocas tivessem a chance de viralizar, dependendo só de um empurrãozinho do algoritmo… ou de uma série de sucesso.

Nos últimos anos, os virais passaram a ser cada vez mais efêmeros e multifacetados. O TikTok se tornou parceiro inseparável do Spotify: hits como “Dance Monkey”, da Tones And I, e “Blinding Lights”, do The Weeknd, explodiram nas duas plataformas quase ao mesmo tempo, mostrando que a jornada de um viral hoje é multiplataforma e muito mais veloz. Em 2023 e 2024, faixas como “Flowers”, da Miley Cyrus, e “Cupid”, do grupo FIFTY FIFTY, dominaram trends globais com recordes de streams diários e impulsionaram desafios, memes e até debates sobre relacionamentos no Twitter. Nunca foi tão fácil transformar um refrão chiclete em trilha sonora do mundo todo em questão de dias.

E como será o futuro dos virais no Spotify? Nos baseando na última década, dá para apostar que o próximo fenômeno pode surgir de qualquer canto do planeta, de qualquer gênero musical, e talvez nem precise de uma grande gravadora por trás. O streaming nivelou o campo de batalha e, com a inteligência artificial do Spotify cada vez mais afiada, a próxima música viral pode estar só a um clique do play – ou de um vídeo engraçado no TikTok. Uma coisa é certa: com tanto conteúdo novo surgindo todos os dias, nunca foi tão divertido e democrático descobrir novos sons.

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