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Elas Cantam o Sertanejo: As Vozes Femininas Que Conquistaram o Brasil

Elas Cantam o Sertanejo: As Vozes Femininas Que Conquistaram o Brasil

Se você esteve fora do planeta nos últimos anos, talvez não tenha percebido que o sertanejo brasileiro virou território de mulheres poderosas. Esqueça a ideia de que o sertanejo é dominado apenas por chapéus masculinos, botas e bigodes: elas chegaram com vozeirão, talento e letras que fazem multidões cantarem em coro (e chorarem com aquele refrão de sofrência, claro). Se o sertanejo é paixão nacional, as mulheres estão mais do que nunca no comando desse ritmo.

O fenômeno das vozes femininas no sertanejo não é de hoje, mas ganhou força definitiva nos anos 2010. Marília Mendonça, por exemplo, não apenas quebrou recordes – ela redefiniu o gênero. Com hits como “Infiel” e “Eu Sei de Cor”, Marília conquistou o Brasil e o mundo, acumulando bilhões de visualizações no YouTube e se tornando uma das artistas mais ouvidas do Spotify antes mesmo dos 30 anos. Sua mistura de letras honestas, carisma e atitude inspirou uma nova geração que não tem medo de assumir as próprias dores e delícias nos relacionamentos. E foi aí que nasceu o termo “feminejo” – a união perfeita de feminino com sertanejo.

Mas Marília não estava sozinha nessa estrada de sucesso. Maiara & Maraísa, aquelas gêmeas de timbre inconfundível, também despontaram como fenômenos. Desde “Medo Bobo” até “A Culpa é Nossa”, a dupla mostrou que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive no topo das paradas. O carisma delas ultrapassou as barreiras do sertanejo, conquistando fãs de todos os estilos musicais. Juntas, já emplacaram dezenas de hits, vários deles liderando rankings nacionais e internacionais – e, claro, arrancando risadas e lágrimas dos fãs com suas histórias de amor mal resolvido.

E o que dizer de Simone & Simaria? Conhecidas como “as coleguinhas”, as irmãs arrastam multidões com seu jeito irreverente e vozes marcantes. Elas emplacaram sucessos como “Loka” (em parceria com Anitta, reforçando que o sertanejo é democrático e adora misturar ritmos), além de “Regime Fechado” e “Meu Violão e o Nosso Cachorro”. Simone & Simaria também ajudaram a abrir portas para outras mulheres, mostrando que qualquer desafio é pequeno diante do talento e da persistência.

Outro nome que merece destaque é Naiara Azevedo, a rainha das músicas empoderadas. Com “50 Reais”, ela virou hino para quem cansou de ser feito de bobo, e não parou mais. Naiara mistura humor, autenticidade e uma dose extra de sinceridade que faz qualquer um se identificar. Ela prova que dá para rir da sofrência e, de quebra, virar trilha sonora daquele desabafo com os amigos.

Paula Fernandes talvez seja a precursora dessa geração de grandes vozes. Desde a explosão de “Pássaro de Fogo”, Paula trouxe para o sertanejo elementos do pop e do folk, inovando no estilo e conquistando plateias não apenas no Brasil, mas também no exterior. Com sua voz suave e visual marcante, ela abriu caminhos para outras artistas e mostrou que o romantismo também tem espaço garantido no feminejo.

Além dessas gigantes, uma nova leva de artistas vem conquistando seu espaço, como Lauana Prado, Yasmin Santos, Mariana Fagundes e muitas outras. Elas têm se destacado não só pela qualidade vocal, mas também pela coragem de compor e cantar sobre temas que antes eram tabu no universo sertanejo: empoderamento, sororidade e liberdade feminina. Essa renovação constante mostra que o feminejo não é uma fase, mas sim uma revolução que veio para ficar.

E os números não mentem: segundo a Associação Brasileira de Música Independente, o sertanejo representa mais de 65% das músicas mais tocadas nas rádios do país, e as mulheres estão cada vez mais presentes nesses rankings. Marília Mendonça, Maiara & Maraísa e Simone & Simaria já figuraram entre as artistas mais ouvidas do Spotify Brasil, provando que não existe barreira para o talento feminino.

O segredo desse sucesso? Proximidade com o público, letras que falam de sentimentos reais, e aquela pitada de bom humor que só elas sabem dar. É fácil se identificar com as histórias de superação, desilusões amorosas e, claro, aquelas voltas por cima que só o feminejo sabe contar. Seja para ouvir no carro, no churrasco ou naquele momento de fossa, as vozes femininas do sertanejo são trilha sonora obrigatória para qualquer ocasião.

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