Música

duetos inesquecíveis da MPB

Quando dois grandes nomes da Música Popular Brasileira se encontram, não espere nada menos do que faíscas criativas, lágrimas de emoção e, claro, muita gente suspirando no sofá de casa. Os duetos inesquecíveis da MPB são verdadeiros encontros de titãs: momentos em que vozes que já brilham sozinhas resolvem somar forças e entregar interpretações que entram direto para o hall dos maiores clássicos da nossa história musical. E olha, não estamos exagerando! Seja nos palcos, nos estúdios ou até em programas de TV, esses colaborações marcaram época, geraram memes, inspiraram outros artistas e, convenhamos, renderam aquela trilha sonora de respeito para os casais apaixonados (e até para os corações partidos).

Se você é daqueles que sente um arrepio só de lembrar de Elis Regina e Tom Jobim trocando olhares e versos em “Águas de Março”, então já sabe que esse dueto dispensa qualquer apresentação. Em 1974, a química entre a voz potente de Elis e o timbre suave de Tom deu vida a uma das versões mais famosas de todos os tempos para a canção. A gravação, feita para o programa “Elis & Tom”, é até hoje referência de sintonia, sensibilidade e aquele toque de improviso que só os gênios conseguem. Tom, aliás, era mestre em parcerias: foi parceiro de Vinicius de Moraes em tantas composições inesquecíveis que dá até para fazer um Top 10 só deles.

Falando em duetos que pararam o Brasil, é impossível não citar Caetano Veloso e Chico Buarque em “Apesar de Você”. O encontro dos dois ícones da Tropicália e do samba-reggae nos palcos sempre foi motivo de frenesi entre os fãs. E não é só pela junção das vozes: a soma de suas histórias, ideologias e genialidade em músicas de protesto faz dessas parcerias verdadeiros manifestos culturais. Um exemplo emblemático aconteceu no show “Chico & Caetano”, exibido em 1986, onde o entrosamento transbordava e o repertório emocionava da primeira à última nota.

Mas não pense que a era dos duetos clássicos acabou nos anos 80! No início dos anos 2000, tivemos Ivete Sangalo e Gilberto Gil em “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”, mostrando que a mistura de gerações também pode render hits. O carisma de Ivete junto à elegância de Gil fez da música um daqueles sucessos chiclete, daqueles que todo mundo cantarola no chuveiro. Outro dueto que ganhou o coração do público foi “Simples Desejo”, com Luciana Mello e Jair Oliveira, pai e filha celebrando o samba soul em um encontro que é puro alto-astral e representatividade.

E quem nunca chorou ouvindo Maria Bethânia e Gal Costa em “Sonho Impossível”? Amigas de longa data, as divas baianas mostraram que parceria também é sinônimo de irmandade e respeito mútuo. A sintonia entre as vozes faz o ouvinte viajar direto para o universo poético da MPB, onde cada nota parece contar uma história.

Vale lembrar ainda de Marisa Monte e Carlinhos Brown em “Vilarejo”, Simone e Zélia Duncan em “Medo de Amar nº 2”, Milton Nascimento e Lô Borges em “Clube da Esquina nº 2”, e até mesmo o improvável e divertidíssimo dueto entre Sandy e Marcelo Jeneci em “Pra Sonhar”. Essas colaborações mostram a força da MPB em se reinventar, mesclando estilos, gerações e temáticas.

E não para por aí! Mais recentemente, a nova geração também tem apostado em encontros de peso, como Liniker e Johnny Hooker em “Flutua”, mostrando que a tradição de duetar segue firme, contemporânea e cheia de personalidade. Os duetos da MPB são fontes inesgotáveis de emoção, criatividade e, claro, ótimas histórias para compartilhar (e dar aquela stalkeada básica no YouTube depois).

Se você ficou com vontade de reviver (ou descobrir) essas parcerias icônicas, não perde tempo: dá um pulo no Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar esses clássicos, criar sua playlist dos duetos favoritos e ainda navegar por uma revista digital recheada de curiosidades, listas, entrevistas e muito mais. Afinal, boa música e boas histórias nunca saem de moda – e dueto bom é dueto compartilhado!

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