Se tem uma coisa que aprendi nos últimos anos é que investir não é só para quem já nasce com sobrenome complicado e herança para receber. Minha jornada com investimentos começou do zero – literalmente do nada. Talvez você esteja aí pensando: “Mas eu não entendo nada disso, nunca fiz um CDB sequer na vida!”. Pois bem, esse era exatamente o meu caso em 2017, quando decidi que precisava mudar o rumo financeiro da minha vida.
Na época, minha relação com dinheiro era digna de um drama mexicano: sempre esperando o salário cair para pagar os boletos e, com sorte, sobrar algo para aquele delivery de sexta-feira. Foi então que me deparei com um dado assustador: segundo a ANBIMA, em 2017, apenas 8% dos brasileiros investiam de verdade, e a maioria deixava o dinheiro parado na poupança – que, convenhamos, rende menos que minha planta de escritório.
O primeiro passo foi estudar. E, olha, vou te contar: o Google virou meu melhor amigo (depois do café e do Soundz, claro). Descobri que não é preciso ser expert em economia para começar. Comecei com os clássicos: Tesouro Direto e CDBs de bancos médios – títulos de renda fixa que, na época, pagavam até 120% do CDI. Não fiquei rico do dia para a noite, mas vi meu dinheiro render mais do que na poupança. E isso já era um pequeno milagre.
Em 2018, já com um pezinho mais firme, decidi me aventurar na renda variável. O Ibovespa teve uma alta histórica de 15% naquele ano, impulsionado pela recuperação da economia e o início de um novo ciclo político. Comprei ações de empresas sólidas, como bancos e companhias elétricas – essas são menos voláteis e pagam bons dividendos. E, spoiler: tomei uns sustos quando o mercado caiu, mas foi aí que aprendi a importância de diversificar.
Diversificação aliás é o tempero dos investimentos, minha gente! Colocar todos os ovos numa cesta só é receita para dor de cabeça. Aos poucos, adicionei fundos imobiliários (FIIs) na carteira, que são excelentes para quem busca renda mensal, além de fundos de índice (ETFs) que replicam o Ibovespa ou o S&P 500. Assim, mesmo quando um setor tinha desempenho ruim, outros seguravam as pontas.
Mas nada de glamourizar, viu? Houve anos difíceis, como 2020, quando veio a pandemia e o Ibovespa despencou 30% em um único trimestre. Tive vontade de vender tudo e voltar para a poupança, confesso. Porém, estudos mostram que quem manteve a calma e continuou investindo recuperou as perdas já em 2021, quando o mercado voltou a subir. Resiliência é a palavra-chave.
Com o tempo, aprendi a automatizar meus aportes. Todo mês, uma parte do salário ia direto para investimentos, antes mesmo que eu pudesse gastar em bobagens. O site Yubb mostrou em 2023 que quem investe regularmente, mesmo com pouco, acumula muito mais patrimônio do que quem aplica grandes quantias esporádicas. O segredo está na constância e nos juros compostos, que são tipo aquela música chiclete: no começo, você nem percebe, mas, quando vê, já está dominando tudo.
Cheguei ao meu primeiro milhão investido em meados de 2024. Não foi do dia para a noite, nem sem tropeços. Investir é como aprender a tocar um instrumento: exige prática, paciência e muita disciplina. Não precisa começar grande. Segundo estudo do IBGE, a média de aportes iniciais dos brasileiros em 2023 era de apenas R$ 300 – e isso já faz diferença ao longo do tempo.
O mais importante é dar o primeiro passo, buscar conhecimento e usar boas ferramentas para acompanhar o mercado. E, claro, celebrar cada conquista. Afinal, não é só de números que vive o investidor – a trilha sonora certa faz toda diferença na jornada. Por falar nisso, que tal embalar seu caminho financeiro com uma playlist incrível? O Soundz (https://soundz.com.br) é a plataforma de streaming de música grátis onde você escuta músicas, cria playlists e ainda se informa sobre tudo que interessa no universo digital. Invista no seu futuro, mas lembre-se de curtir o presente – de preferência com uma boa música!
