Se existe algo tão marcante quanto a própria música, esse algo são os estilos que cada tribo musical carrega – literalmente – na pele e no guarda-roupa. Do rock clássico ao funk carioca, as roupas dizem muito sobre quem é você na pista de dança, no festival ou até naquele rolê mais casual. E nem precisa de Sherlock Holmes para perceber: basta bater o olho para identificar um metaleiro, um funkeiro raiz, um indie alternativo ou alguém que vive o pop intensamente. Mas como exatamente cada galera se veste? Vamos fazer essa viagem sonora – e fashion – do rock ao funk. Prepare-se, porque se moda fosse playlist, esse artigo seria hit!
Começando pelo rock, a base do visual é praticamente universal: preto é o novo preto. Desde os anos 1950, quando Elvis Presley surgiu com jaquetas de couro e calça jeans apertada, até os dias de hoje, a aura rebelde permanece. O couro, aliás, segue firme – jaquetas, coturnos e, para os mais ousados, até calças. Camisetas de bandas? Essenciais, de preferência aquelas surradas, mostrando a “fidelidade” (mesmo que a camiseta tenha sido comprada no último festival). Os acessórios são muitos: spikes, tachas, correntes e, claro, aquele cabelo bagunçado, que pode ir do lisão de um indie ao moicano punk colorido. E não se engane: os roqueiros também evoluíram. Nos anos 2020, a cena abraçou a sustentabilidade, com brechós e customização virando palavras de ordem. E, claro, não podia faltar o ar blasé que diz “acordei assim”, mesmo depois de meia hora em frente ao espelho.
Partindo para o pop, o leque se abre: aqui vale tudo por um look fashionista, exuberante, com muita cor e brilho. A influência das divas internacionais, como Lady Gaga, Beyoncé e Dua Lipa, trouxe para as pistas brasileiras uma mistura de tendências. Roupas justas, cropped, calça jeans destroyed, tênis de plataforma, acessórios maximalistas e maquiagem brilhante são os hits. O pop é camaleônico: um dia é o visu colegial da Olivia Rodrigo, no outro é o glamour da Anitta nos palcos. O que importa é a criatividade e, claro, o potencial instagramável do outfit. Se alguém perguntar de onde veio tanta inspiração, a resposta é simples: direto dos clipes e premiações.
Chegando no hip hop e no rap, a vibe é outra: conforto, atitude e presença. A referência vem das ruas e da cultura dos anos 1990: bonés (de aba reta ou curva, você escolhe de qual “lado da força” está), camisetas oversized, bermudão, calças jogging, tênis estilosos (de preferência, um sneaker lançamento) e correntes pesadas. Jaquetas bomber, moletons e coletes utilitários também aparecem com frequência. Mas não é só isso: a galera do hip hop foi pioneira em valorizar marcas nacionais, criando parcerias e lançando coleções próprias. Em 2025, muitos rappers também apostam no streetwear sustentável e colaborativo, mostrando que atitude e consciência ambiental podem – e devem – andar juntos.
O pagodeiro raiz, por outro lado, mantém a tradição do estilo “churrasco na laje”: bermuda, chinelo, camiseta básica e, claro, aquele boné ou chapéu panamá para completar o visual descontraído. Se a ocasião pede algo mais arrumado, vale uma camisa estampada e um tênis branco. O estilo pagode é sobre conforto, praticidade e muita alegria, refletindo o clima de roda de samba e festa entre amigos. Em 2025, vemos também a galera apostando em acessórios dourados, óculos escuros estilosos e até pochetes (sim, elas voltaram com tudo!).
Agora, se o assunto é funk, prepare-se para o combo ostentação + sensualidade. O estilo funkeiro brasileiro foi totalmente ressignificado desde os bailes dos anos 1990. Hoje, domina a cena urbana com muita influência do trap e do hip hop americano, mas adicionando aquela pitada única made in Brasil. Roupas coladas, croppeds, shorts curtos, calças legging, tênis de marca, bonés estilosos, óculos espelhados, acessórios dourados e até grills nos dentes são quase obrigatórios nos bailes e rolês. Muita pele à mostra, com glitter, estampas ousadas e uma vibe que mistura o funk da favela com as tendências globais. E, claro, tudo registrado no TikTok e no Reels, porque se não viralizar, o look nem conta.
Mas não pense que só de rock, pop, rap, pagode e funk vive o mundo musical brasileiro. O sertanejo, por exemplo, botou o chapéu, colocou a bota e não largou mais a fivela de cinto. A moda sertaneja é praticamente um lifestyle: camisa xadrez, jeans (sempre impecável), botas de couro, chapéu e aquele relógio vistoso. O indie alternativo, por sua vez, aposta no look despretensioso, quase vintage: sobreposições, roupas garimpadas no brechó, tênis clássicos, acessórios minimalistas e tote bags. A galera do eletrônico? Abusa dos neons, tecidos tecnológicos, óculos futuristas e pochetes, num visual digno de Tomorrowland.
O mais interessante é que, nos últimos anos, a mistura entre tribos ficou cada vez mais comum. A moda dos festivais é um prato cheio de referências cruzadas, e a internet – principalmente o Instagram, o TikTok e o Soundz – ajudou a espalhar tendências, tornando todos um pouco pop, um pouco pop punk, um pouco funk, e por aí vai. Hoje, a regra de ouro é se sentir bem, expressar sua personalidade e, claro, estar pronto para virar meme ou trend a qualquer momento.
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