Música

Descubra os álbuns mais icônicos do Rap Nacional

Se você já sentiu aquele arrepio ao escutar uma batida marcante, uma letra afiada ou um flow inconfundível, parabéns – você é oficialmente um apreciador do Rap Nacional. Esse gênero, que nasceu nas periferias do Brasil, hoje é parte essencial da nossa cultura e trilha sonora de gerações. Mas, afinal, quais são os álbuns que realmente moldaram o cenário do rap por aqui? Prepare-se para uma viagem recheada de rimas, beats e histórias que atravessam décadas, mostrando como o Brasil foi de “mano ali da praça” para referência mundial em poesia urbana.

Começando pelos primórdios, impossível não citar “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s. Lançado em 1997, esse clássico não é só um álbum, é praticamente um documento histórico. Com faixas como “Diário de um Detento” e “Capítulo 4, Versículo 3”, Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay deram voz à periferia de São Paulo e, de quebra, entraram para a literatura – literalmente, já que a obra virou leitura obrigatória no vestibular da Unicamp em 2020. O disco vendeu mais de 1,5 milhão de cópias, um feito para qualquer estilo musical, quanto mais para o rap.

Pulando para 2001, “A Procura da Batida Perfeita”, de Marcelo D2, inovou ao misturar samba e rap como nunca antes. O carioca mostrou que é possível unir Cartola e DJ Premier sem perder a ginga. A faixa-título virou hit imediato e abriu portas para futuras experimentações no gênero, inspirando muitos MCs a pensarem fora da caixa – ou, melhor dizendo, fora do disco de vinil.

Falando em lançamentos revolucionários, “Rap é Compromisso!”, do Sabotage, lançado em 2001, merece destaque eterno. O Maestro do Canão, como era conhecido, deixou um legado inigualável em apenas um álbum de estúdio. Canções como “Mun-Rá” e a faixa-título são verdadeiros hinos. Sabotage foi além da música, tornando-se um símbolo de superação e representatividade.

Já em 2003, Emicida começava a soltar suas primeiras mixtapes, mas foi em 2013 que ele fincou seu nome na história com o álbum “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”. Com letras reflexivas e batidas inovadoras, Emicida elevou o rap nacional a um novo patamar, mostrando que poesia e denúncia social podem andar de mãos dadas com musicalidade sofisticada. A faixa “Crisântemo” é uma aula de como transformar dor em arte.

2015 foi o ano de “Convoque Seu Buda”, do Criolo. Com influências que vão do samba ao reggae, o álbum mostrou que o rap pode se adaptar, evoluir e ainda assim manter sua essência. “Duas de Cinco” é quase um mantra moderno para quem enfrenta os desafios do cotidiano brasileiro. Criolo conseguiu fundir crítica social, filosofia e beats envolventes, criando um disco que é referência até hoje.

Falando em inovação, “Rosa Púrpura”, de Djonga, lançado em 2019, chacoalhou a cena ao trazer visões afiadas sobre racismo, desigualdade e orgulho negro. Djonga não poupou palavras e conquistou uma legião de fãs, tornando-se um dos principais nomes da nova geração do rap. O álbum bateu recordes de streaming e ajudou a consolidar o rap nacional como protagonista nas playlists do país.

E claro, não poderíamos terminar essa lista sem mencionar “Nada Como Um Dia Após o Outro Dia”, dos Racionais MC’s, de 2002. O disco duplo é considerado uma das obras-primas do grupo, trazendo faixas como “Vida Loka Pt. 1 e 2” e “Estilo Cachorro”. Com sua mistura de narrativa, crítica social e beats pesados, o álbum mostrou que o rap nacional é capaz de maturidade, profundidade e, claro, muita criatividade.

Esses álbuns são apenas a ponta do iceberg. O Rap Nacional continua em constante evolução, com novas vozes e estilos surgindo todos os anos. Desde os clássicos dos anos 90 até os lançamentos mais recentes, o importante é perceber que cada disco traz um pouco da nossa história, cultura e, principalmente, resistência.

Ficou curioso para ouvir esses álbuns históricos e descobrir outros talentos do rap nacional? Então corre para o Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde dá para escutar músicas, criar playlists e ainda ficar por dentro de uma revista digital cheia de novidades de todos os estilos. Porque aqui, o som nunca para – e as descobertas também não!

O que achou ?

Artigos relacionados