Da Broadway a Hollywood: A influência dos musicais teatrais na cultura pop e no cinema

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Se você acha que musicais são apenas aquelas peças teatrais onde todo mundo começa a cantar do nada, prepare-se para uma viagem que vai bem além do palco. A influência dos musicais teatrais, especialmente os da Broadway, é uma verdadeira força motriz que impulsiona não só o teatro, mas também a cultura pop, a moda, e — claro — o cinema. Prepare-se para descobrir como melodias contagiantes, refrães inesquecíveis e coreografias surpreendentes conquistaram Hollywood e, por tabela, o coração do público mundial.

Tudo começou lá atrás, nos idos do século XX, quando a Broadway se consolidou como o epicentro mundial dos musicais. Clássicos como “O Fantasma da Ópera”, “Chicago”, “Cats” e “West Side Story” não só lotaram teatros, mas também estabeleceram padrões de criatividade, emoção e espetáculo. Quem nunca se pegou cantarolando “Memory”, mesmo sem nunca ter assistido Cats? Pois é. A influência dessas produções foi tanta que logo Hollywood percebeu: se funciona nos palcos, pode (e deve!) brilhar nas telonas.

O casamento entre Broadway e Hollywood não poderia ser mais natural. Já nos anos 1930, adaptações como “42nd Street” e “Show Boat” provaram que transformar espetáculos teatrais em filmes era garantia de sucesso. O ápice dessa relação veio nas décadas de 1950 e 1960, a chamada Era de Ouro dos musicais do cinema. Quem nunca se emocionou com o balé de “Cantando na Chuva” ou se encantou com “A Noviça Rebelde”? Esses filmes não só conquistaram bilheterias e prêmios, mas também marcaram gerações e ditaram tendências: basta lembrar da influência do figurino de “Grease” ou do corte de cabelo da “Noviça” Julie Andrews.

Mas a influência dos musicais não para aí. Eles moldaram a cultura pop em múltiplas frentes. A coreografia de “Thriller”, de Michael Jackson, deve muito a Bob Fosse, coreógrafo lendário da Broadway. E a ascensão meteórica de artistas como Lady Gaga, que transitam entre pop, cinema e teatro, é herança direta dessa tradição. Não à toa, ela brilhou tanto em “Nasce uma Estrela” (2018), filme que também é uma releitura de musicais clássicos.

E não pense que essa influência ficou no passado. Nos últimos anos, vimos um ressurgimento dos musicais no cinema e no streaming. Filmes como “La La Land” (2016) e “O Rei do Show” (2017) provaram que o público ainda tem sede por narrativas embaladas por música e dança. Sem falar em fenômenos recentes como “Hamilton”, que, mesmo sendo originalmente um musical da Broadway, conquistou o mundo inteiro após ser exibido em plataformas digitais. “Hamilton”, aliás, é um excelente exemplo de como os musicais dialogam com questões contemporâneas, reunindo história, hip hop e representatividade em um mesmo palco.

Os musicais também estão cada vez mais presentes em séries de TV, como “Glee”, “High School Musical: The Musical: The Series” e até episódios especiais de produções como “Grey’s Anatomy”. Esse apelo pop contribuiu para tornar refrães de musicais memes virais, vídeos de TikTok campeões de audiência e até mesmo referência em games e moda.

A conexão Broadway-Hollywood é, acima de tudo, uma via de mão dupla. Enquanto o cinema leva os musicais a públicos globais, a Broadway se alimenta da criatividade das telonas, adaptando filmes de sucesso para os palcos, como “O Rei Leão”, “Billy Elliot”, “Moulin Rouge!” e até “Meninas Malvadas”. E a roda não para de girar: a cada ano, novas adaptações surgem, trazendo inovação, diversidade e muita música boa.

Se você é fã de música, cinema ou cultura pop, não precisa escolher: os musicais são o elo perfeito entre todas essas paixões. E, sejamos honestos, nada melhor do que dar play numa playlist inspirada em “Mamma Mia!” para animar qualquer dia — até porque, quando se trata de musicais, impossível não cantar junto.

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