Se você acha que sabe tudo sobre sertanejo universitário, prepare-se para se surpreender! O gênero que domina os corações brasileiros (e as playlists de qualquer festa que se preze) tem uma história cheia de detalhes curiosos, tendências inesperadas e reviravoltas que vão além dos refrões chicletes e das letras de sofrência. Então, bora mergulhar nesse mundo e descobrir umas curiosidades sobre o sertanejo universitário que você provavelmente não fazia ideia!
Para começar, você sabia que o termo “sertanejo universitário” só ficou popular mesmo lá por volta de 2005? Antes disso, o sertanejo já estava presente no Brasil há décadas, mas sempre com aquela pegada mais tradicional, dupla raiz, viola e chapéu mesmo. A virada começou com a galera mais nova misturando influências de pop, rock, axé, pagode e até música eletrônica. O grande marco foi a dupla Guilherme & Santiago, que em 2004 lançou o álbum “Uma Nova História” e ajudou a definir essa nova onda. Mas quem virou o jogo de verdade foram Jorge & Mateus, que em 2007 com “Ao Vivo em Goiânia” explodiram nas rádios e nas faculdades. Sim, faculdades! Porque o nome universitário não é à toa: o estilo nasceu e se consolidou nos bares e festas universitárias, principalmente em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.
E já que estamos falando em barzinho, o sertanejo universitário tem uma relação direta com a cultura do boteco e da república. Muitas duplas famosas começaram tocando para meia dúzia de amigos em esquenta de final de semana, e foi assim que ganharam público e simpatia. E cá entre nós: é muito mais fácil conquistar as pessoas com violão e moda boa na mão, né? Inclusive, muitos artistas dessa geração nem sequer usavam chapéu ou bota country – essa era uma tradição das gerações passadas que foi deixada de lado, trazendo uma vibe mais “gente como a gente”, de camiseta, jeans e tênis.
Outra curiosidade interessante é o papel da internet no crescimento do sertanejo universitário. Nos anos 2000, as plataformas de compartilhamento de música, como Orkut, MSN e os saudosos Fotologs, foram essenciais para espalhar os sucessos de duplas e trios de forma independente. Nessa época, o famoso “boca a boca digital” fez com que músicas como “E Daí?” (Guilherme & Santiago), “Pode Chorar” (Jorge & Mateus) e “Pense em Mim” (Zezé Di Camargo & Luciano, em remix universitário) se propagassem pelo Brasil inteiro. Antes mesmo de chegarem às rádios, essas músicas já eram hits em playlists informais nos celulares e computadores de todo mundo.
E as letras? Quem nunca ouviu um refrão de sertanejo universitário e sentiu que a música foi feita sob medida para aquele momento de “término” ou “crush” não correspondido? Mas não é só de sofrência que vive o gênero: ele também é recheado de letras bem-humoradas, histórias inusitadas e muita criatividade. Em 2014, por exemplo, a música “Camaro Amarelo”, de Munhoz & Mariano, fez tanto sucesso que as vendas do carro da Chevrolet aumentaram em mais de 10% em todo o Brasil naquele ano. Isso só mostra o poder desse estilo musical de influenciar até o mercado automobilístico!
Você também sabia que o sertanejo universitário foi responsável por um dos maiores recordes de público em shows no Brasil? Em 2017, a dupla Jorge & Mateus reuniu mais de 100 mil pessoas em um único show em Brasília, entrando para o ranking dos maiores públicos da história da música brasileira. E, claro, esse gênero também é campeão de streamings: em 2023, Gusttavo Lima foi o artista mais ouvido no Brasil pelo Spotify pelo terceiro ano consecutivo, superando até estrelas internacionais.
Outro fato curioso envolve a profissionalização do mercado. Se antes o sertanejo era visto como um gênero “do interior”, hoje ele movimenta milhões de reais, tem festivais próprios (como o Villa Mix, que começou em 2011 e já passou por vários países), e é responsável por lançar carreiras meteóricas. Muitas duplas se tornaram verdadeiras empresas, com times de marketing, figurino, coreografia e até roteiristas para criar histórias e roteiros de shows. O sertanejo universitário virou um fenômeno de entretenimento completo e exportação nacional!
E, olha só: o sertanejo universitário também tem espaço para as mulheres. Marília Mendonça, Naiara Azevedo, Maiara & Maraísa e Simone & Simaria mudaram o cenário a partir de 2015, mostrando que a sofrência não tem gênero e que as mulheres também dão voz (e muito sucesso) à música sertaneja. O chamado “feminejo” tem crescido cada vez mais, provando que o palco do sertanejo é democrático.
Agora, se bateu aquela vontade de ouvir um modão universitário (ou relembrar os hits que marcaram época), a dica é acessar o Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis onde você pode escutar músicas, criar playlists personalizadas e ainda conferir uma revista digital completa com assuntos variados. Não perca tempo, solte a voz e mergulhe nesse universo fascinante do sertanejo universitário!
