Se você pensa que o reggae é só Bob Marley e vibes de praia, prepare-se para embarcar numa viagem sonora cheia de histórias inusitadas, personagens excêntricos e reviravoltas históricas que fariam até um rastafári arregalar os olhos! O reggae, que oficialmente nasceu na Jamaica dos anos 1960, carrega uma bagagem cultural tão profunda e multifacetada que fica até difícil acreditar que tudo começou dentro de pequenos estúdios improvisados e festas de rua. Mas calma lá, que tem muito mais coisa por trás desses acordes lentos e desse “one drop” maroto do que a maioria das pessoas imagina.
Primeiro de tudo, sabia que o reggae influenciou diretamente o surgimento do hip hop? Sim, o gênero que consagrou ícones como Tupac e Notorious B.I.G. começou quando DJs jamaicanos levaram para Nova York suas técnicas de toasting, aquele papo rimado sobre as músicas, que mais tarde virou o rap. Kool Herc, considerado o “pai do hip hop”, era jamaicano e misturou os sons das festas de reggae com a cultura dos guetos nova-iorquinos, plantando a semente de toda uma revolução musical.
E falando em revolução, o reggae não é só música; é movimento social! Nos anos 1970, em plena Guerra Fria, a ONU declarou 1979 como o Ano Internacional do Reggae, reconhecendo o gênero como uma poderosa ferramenta de protesto e união dos povos. O ritmo até ajudou a selar um acordo de paz histórico na Jamaica, quando Bob Marley literalmente juntou as mãos dos políticos rivais Michael Manley e Edward Seaga no palco do concerto One Love Peace, em 1978. Se políticos brasileiros pegassem essa ideia, talvez o debate eleitoral fosse só uma grande jam session!
Outra curiosidade que vai te surpreender é que o reggae foi o primeiro ritmo caribenho a ser inscrito como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2018. Isso significa que a batida sincopada do baixo e o teclado fazendo aquele “skank” são agora oficialmente tesouros mundiais! E não para por aí: a palavra reggae também tem uma origem curiosa. Surgiu da expressão “streggae”, um termo do inglês jamaicano para descrever alguém desleixado ou de aparência “bagunçada”. Nada mal para um ritmo que virou sinônimo global de estilo, não é mesmo?
O reggae também possui uma relação estreita com a religião Rastafári, mas não é só isso. Muitos músicos de reggae são rastas, mas nem todo reggae é necessariamente “rasta”. Dentro do gênero, existem subgêneros como o “reggae lovers”, focado em letras românticas, ou o “reggae roots”, com mensagens politizadas e espirituais. Já ouviu falar em “dub”? Pois é, o dub nasceu quando engenheiros de som jamaicanos, como King Tubby e Lee “Scratch” Perry, começaram a manipular fitas de gravação, criando versões psicodélicas das músicas originais — basicamente, foram eles que inventaram o remix, antes mesmo do termo existir na música pop!
E para quem pensa que reggae é só coisa de praia, fique sabendo que o clima jamaicano não é de areia branquinha e brisa de mar o tempo todo. Na verdade, o reggae sempre foi mais urbano, nascido dos bairros populares de Kingston, onde as ruas são cheias de concreto e as festas, conhecidas como “sound systems”, eram montadas com caixas de som que fariam inveja a qualquer trio elétrico de Carnaval.
Curioso também é ver até onde o reggae chegou: há bandas de reggae na Alemanha, Japão, África do Sul e até na Groenlândia! O reggae é tão democrático que já virou trilha de meditação, hino de protestos, trilha sonora de festas eletrônicas e até tema de estudos acadêmicos. Em 2025, a pesquisa sobre o impacto sociopolítico do reggae só aumenta — e não é à toa: estamos falando de um estilo musical que atravessou gerações, fronteiras e até preconceitos, sempre com aquela mensagem positiva de resistência e amor.
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