Como o skate se tornou esporte olímpico

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Se você acha que skate é só sair mandando ollie na praça e levando uns tombos no asfalto quente, prepare-se: a história desse esporte vai muito além das ruas e parques, e envolve até medalhas douradas reluzentes, juízes internacionais e uma plateia de bilhões. Isso mesmo, o skate, aquele esportezinho rebelde dos anos 1970, hoje é nada menos que esporte olímpico – um feito digno de muitas manobras radicais, com direito a muito suor e história. Mas como é que a prancha de rodinhas saiu das calçadas para brilhar nas Olimpíadas, hein? Segure firme que a viagem tem altas emoções.

Tudo começa lá atrás, em meados dos anos 1950, na Califórnia ensolarada, quando surfistas frustrados com a falta de ondas quiseram “surfar no asfalto”. Usando pranchas pequenas com rodinhas, inventaram o skate do jeitão que conhecemos hoje. No início, era pura diversão e rebeldia: não tinha regra, não tinha juízes, só muita criatividade e, claro, muitos joelhos ralados. Com o tempo, o skate foi ganhando espaço, e nos anos 1970 e 80 já era febre mundial, principalmente com as manobras aéreas e a cultura “do it yourself” (faça você mesmo) tomando conta das cidades.

O grande salto do skate para o cenário olímpico começou a ser desenhado nos anos 1990 e 2000, quando campeonatos internacionais como o X Games deram visibilidade global ao esporte, revelando lendas como Tony Hawk e Bob Burnquist. Com cada vez mais audiência, o skate deixava de ser visto como coisa de “moleque rebelde” e passava a ser reconhecido como esporte sério, com técnica, dedicação e muita paixão envolvida.

A virada de chave aconteceu em 2016, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o skate estaria oficialmente na programação dos Jogos de Tóquio 2020 (que, por causa da pandemia, aconteceram em 2021 – sim, o skate é tão radical que até o calendário olímpico teve que dar um flip!). As modalidades escolhidas foram street e park, refletindo a diversidade de estilos e a criatividade do skate moderno.

No Japão, o skate fez história. O Brasil, inclusive, ficou em destaque com nomes como Rayssa Leal, nossa Fadinha, que conquistou a prata no street com apenas 13 anos, encantando o mundo e mostrando que o skate é puro talento e emoção, independente da idade ou gênero. O sucesso foi tanto que o esporte foi confirmado para Paris 2024 e já tem presença garantida em Los Angeles 2028.

Mas como o skate conquistou o COI, uma instituição tradicional, famosa por ternos e gravatas? Muito além das manobras, o skate trouxe para os Jogos Olímpicos uma vibe jovem, diversa e descontraída, com apelo fortíssimo entre as novas gerações. O COI, de olho no futuro e nas audiências digitais, viu no skate uma chance de renovar o espírito olímpico, aproximando o evento de uma juventude conectada, criativa e engajada. O resultado? Transmissão recorde, vídeos virais, memes e, claro, muita gente sonhando em ser a próxima lenda das pistas.

Hoje, quem vê o skate brilhando nos pódios pode até se esquecer que, por décadas, ele foi marginalizado e até proibido em algumas cidades. Agora, é inspiração mundial, símbolo de inclusão, diversidade e superação. E o melhor: a essência rebelde e criativa segue vivíssima em cada manobra. Do asfalto às Olimpíadas, o skate mostrou que, quando a paixão fala mais alto, não tem obstáculo impossível de superar – só mais um desafio para ser dropado.

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