TV & Novelas

Como a TV Impactou a Nossa Infância

A televisão é quase aquela tia divertida que aparecia na nossa casa sem avisar, enchia a sala de risadas e ainda deixava lembranças inesquecíveis. E não adianta negar: se você cresceu entre os anos 1970 e 2000, a TV foi praticamente parte da família, influência certeira nas referências, gostos e até no seu jeito de ver o mundo. Mas, afinal, como a TV impactou a nossa infância? Prepare-se para uma viagem nostálgica (e cheia de fatos curiosos) que vai fazer você querer ligar a TV só para sentir o gostinho de antigamente.

Nos primórdios da televisão brasileira, lá na década de 1950, ela era artigo de luxo, coisa de novela. Mas aos poucos, com a popularização dos aparelhos e a expansão das emissoras, a telinha foi tomando conta das casas e dos corações. Nos anos 1980, já eram mais de 90% dos lares com TV (segundo o IBGE), e as famílias se reuniam religiosamente para assistir à novela das oito, às aventuras dos Trapalhões ou ao fantástico mundo do Sítio do Picapau Amarelo. Quem nunca se pegou imitando a Dona Clotilde ou tentando um passo de dança do Balão Mágico, que atire o primeiro controle remoto!

A TV não era só entretenimento, era também o Google raiz: aprendíamos sobre animais no Globo Repórter, sobre ciência com o Castelo Rá-Tim-Bum, e até mesmo sobre línguas exóticas graças aos desenhos japoneses. Os anos 1990 foram uma explosão de criatividade: programas infantis como Xuxa, Angélica e Mara Maravilha dominavam as manhãs, e não vamos esquecer da febre dos Cavaleiros do Zodíaco, que fez metade das crianças quererem virar cavaleiros de Atena.

Além de informação e diversão, a TV foi responsável por criar vínculos sociais: quem nunca trocou figurinhas do álbum da novela ou discutiu quem era melhor, Power Rangers ou Changeman, no recreio da escola? Os comerciais então, eram um espetáculo à parte. Quem cresceu ouvindo “Compre Baton!” ou “Leite, Parmalat!” tem um lugar garantido no hall da fama dos anos dourados da publicidade.

Mas nem só de alegria vivia a TV: ela também foi palco de debates importantes, especialmente a partir da redemocratização do Brasil nos anos 1980. O noticiário virou referência para entender o mundo, e muitos se lembram até hoje de acontecimentos históricos primeiro vistos na televisão, como o Plano Real, os Jogos Olímpicos e novelas que abordavam temas sociais, como “Vale Tudo” e “Mulheres de Areia”.

Os dados não mentem: uma pesquisa do Datafolha já apontou que mais de 70% das pessoas que cresceram nas décadas de 1980 e 1990 consideram que a TV foi fundamental para sua formação cultural. Isso porque, além de ser janela para o mundo, ela estimulava a imaginação, o senso crítico e até o emocional das crianças – quem nunca chorou com a morte do Nick no desenho Caverna do Dragão?

Com o tempo, claro, a TV foi perdendo seu monopólio entre as gerações mais novas, graças à internet, ao YouTube e aos serviços de streaming. Mas a verdade é que aquele gostinho de nostalgia não some fácil. Até hoje, memes e trends recuperam aberturas de desenhos antigos, bordões de apresentadores e cenas icônicas. A TV impactou sim a nossa infância – e segue viva em cada referência, piada interna e playlist de trilha sonora de novelas que a gente escuta escondido.

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