Música

Cantoras de Rap Que Quebraram Barreiras

Quando o assunto é rap, muita gente ainda pensa em batidas pesadas, letras afiadas e uma presença de palco de respeito. Mas, se tem uma coisa que mudou totalmente o jogo nas últimas décadas foi a ascensão de mulheres incríveis que não só dominaram os microfones, como também quebraram barreiras históricas dentro do gênero. As cantoras de rap, que por tanto tempo foram subestimadas ou até mesmo ignoradas, hoje comandam paradas, inspiram movimentos sociais e, claro, fazem todo mundo dançar (ou chorar, dependendo da vibe).

Para começar, impossível não falar de MC Lyte, a primeira rapper feminina a lançar um álbum solo completo, “Lyte as a Rock”, em 1988. Num cenário dominado por vozes masculinas, ela não apenas ocupou espaço, como também abriu as portas para outras mulheres. MC Lyte mostrou que talento e atitude não têm gênero, e seu impacto ecoa até hoje.

Salt-N-Pepa chegaram logo em seguida, trazendo um trio de mulheres com hits como “Push It” e “Let’s Talk About Sex”. Em pleno final dos anos 80 e início dos 90, elas falavam de empoderamento, sexualidade e relações com uma honestidade e irreverência que até hoje inspira artistas do rap, pop e além. Elas foram as primeiras mulheres do rap a ganhar um Grammy, e isso em 1995, ou seja, demorou – mas chegou com estrondo!

Quando pensamos em reinvenção, Missy Elliott é praticamente sinônimo. Produtora, compositora, cantora e rapper de mão cheia, ela inovou não só nas letras, mas também nos clipes, sempre cheios de criatividade e efeitos especiais de cair o queixo. Hits como “Work It” e “Get Ur Freak On” não só dominaram as rádios, mas também redefiniram o que era possível para mulheres no rap. Missy coleciona Grammys, hits e uma influência que é sentida até nos novos nomes da música atual.

Falando em influência, Queen Latifah mostrou que o rap podia ser arma de empoderamento e respeito. Ela foi uma das pioneiras a abordar temas como autoestima, respeito às mulheres e racismo nas letras, tudo isso enquanto transitava entre rap, R&B, cinema e televisão. Queen Latifah ganhou Grammy, virou empresária de sucesso e ainda abriu caminho para outras mulheres brilharem em diferentes segmentos da indústria do entretenimento.

Nicki Minaj chegou como um furacão no final dos anos 2000, trazendo uma mistura de versatilidade, alter egos e um domínio de flow que é difícil de comparar. Ela se tornou a rapper mulher com mais entradas na Billboard Hot 100 e, em 2020, conquistou seu primeiro número 1 na parada, tornando-se a primeira rapper feminina a atingir esse feito em quase duas décadas. Nicki Minaj abriu as portas para uma nova geração de mulheres no rap, mostrando que é possível, sim, dominar as paradas e as redes sociais ao mesmo tempo.

Falando em nova geração, Cardi B explodiu com “Bodak Yellow” e logo se tornou uma das figuras mais populares (e carismáticas) do rap mundial. Além dos hits, Cardi também quebrou recordes: foi a primeira rapper feminina a vencer o Grammy de Álbum de Rap do Ano com seu disco de estreia, “Invasion of Privacy”. Autêntica, divertida e sem papas na língua, Cardi B representa uma geração sem medo de ser quem é – e de conquistar o que quiser.

No Brasil, também não faltam exemplos de mulheres que mudaram o cenário. Negra Li, por exemplo, foi uma das primeiras a conquistar espaço no rap nacional, misturando suas rimas afiadíssimas com elementos de R&B e soul. Karol Conká, com sua mistura de rap, pop e funk, também é referência quando o assunto é protagonismo feminino no rap brasileiro, usando suas músicas para abordar temas como feminismo, racismo e autoaceitação. Drik Barbosa, MC Soffia e Tássia Reis são outros nomes que mostram que o rap nacional está muito bem representado e que as mulheres vieram para ficar.

Essas artistas – e muitas outras, cada vez mais – provaram que o rap não só tem espaço para vozes femininas, como precisa delas para continuar evoluindo. De pioneiras a estrelas das paradas, de ativistas a influenciadoras, as cantoras de rap estão escrevendo (e rimando) uma nova história, cheia de batidas, rimas e, principalmente, de coragem para desafiar o status quo. Afinal, se o rap é sobre dar voz aos que não tinham vez, nada mais justo do que ouvir quem sempre teve muito a dizer, mas por muito tempo ficou na margem.

Quer conhecer mais músicas dessas divas do rap, montar sua playlist e mergulhar nesse universo? Não perde tempo e acessa o Soundz (https://soundz.com.br), plataforma de streaming de música grátis para escutar músicas, criar playlists e ainda ficar por dentro de uma revista digital completa de diferentes assuntos. Não deixe de conferir!

O que achou ?

Artigos relacionados