Se você piscou nos últimos meses, provavelmente perdeu alguma reviravolta no universo das criptomoedas. Afinal, o Bitcoin não é apenas a moeda digital mais famosa do planeta, mas também aquela que faz corações dispararem (e carteiras suarem frio) mundo afora. E a dúvida que nunca sai de moda é: Bitcoin vai subir? E, mais especificamente, quais eram as previsões para o preço do Bitcoin em 2024? Se você está pensando em investir, já investeu, ou só quer entender a montanha-russa desse mercado, senta aí e acompanha, porque se tem algo que não para é a volatilidade desse ativo.
Para começar, precisamos lembrar: o Bitcoin fechou 2023 em alta, com valor ultrapassando a marca dos US$ 46 mil, impulsionado por múltiplos fatores, incluindo o tão aguardado halving que aconteceu em abril de 2024. Para quem não está familiarizado, o halving é aquele evento que corta pela metade a recompensa dos mineradores – basicamente, torna o Bitcoin ainda mais escasso (e cobiçado). Historicamente, cada halving foi seguido por valorizações expressivas no preço. Em 2016, por exemplo, após o segundo halving, o Bitcoin saiu de cerca de US$ 650 para a casa dos US$ 20 mil em 2017. O terceiro halving em 2020 também não decepcionou, levando o ativo a impressionantes US$ 69 mil em 2021.
Em 2024 não foi diferente: especialistas e analistas renomados já previam que o Bitcoin poderia romper a marca dos US$ 100 mil durante o ano. E não faltaram argumentos: a entrada de grandes instituições financeiras no mercado – caso dos fundos spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos, aprovados pela SEC no começo do ano, que movimentaram bilhões de dólares em poucos meses. Isso fez com que o Bitcoin ganhasse mais legitimidade e atraísse até aquele seu tio desconfiado do WhatsApp para o criptomercado.
Outra previsão certeira era o impacto da inflação global. Com bancos centrais ao redor do mundo mantendo juros altos para segurar a inflação, muitos investidores buscaram refúgio no Bitcoin como uma espécie de “ouro digital”. A narrativa do Bitcoin como reserva de valor ganhou força, especialmente após crises bancárias e desconfiança em moedas fiduciárias. E olha só: mesmo com a volatilidade típica do mercado cripto, o Bitcoin conseguiu se manter acima dos US$ 60 mil durante a maior parte de 2024, chegando a bater recordes históricos em alguns momentos e tornando muitos investidores early adopters ainda mais ricos (e ainda mais insuportáveis nos grupos de Telegram).
Mas nem só de louros vive o Bitcoin. As previsões também alertavam para a crescente regulamentação. Países como Estados Unidos, União Europeia e Brasil apertaram o cerco, exigindo mais transparência das exchanges e estabelecendo regras mais rígidas para evitar lavagem de dinheiro. Isso trouxe alguma instabilidade, mas, surpreendentemente, não afastou o investidor médio – pelo contrário, trouxe mais segurança para muitos que tinham medo de entrar no mercado.
E o que falar da mineração? O custo para minerar Bitcoin ficou ainda mais alto em 2024, o que aumentou o preço mínimo para que a atividade continuasse valendo a pena. Isso limitou o “dumping” de moedas no mercado por mineradores, ajudando a manter o preço mais estável. Além disso, a adoção crescente de energias renováveis na mineração também foi destaque, reduzindo o impacto ambiental e afastando parte das críticas que pesavam contra a criptomoeda.
A cereja do bolo foram as inovações tecnológicas. O Bitcoin ganhou melhorias em sua rede, como as atualizações de camadas secundárias (Lightning Network), que tornaram as transações mais rápidas e baratas. Isso aumentou o uso do Bitcoin no dia a dia, especialmente em países como El Salvador, Nigéria e Argentina, onde a criptomoeda se tornou alternativa real frente às moedas locais.
Resumindo: as previsões para 2024 acertaram em cheio. O Bitcoin teve um ano de alta, bateu recordes, foi notícia nos principais veículos do mundo e consolidou seu papel como uma das principais reservas de valor do século XXI. Mas, como sempre, é bom lembrar: o mercado de criptomoedas é imprevisível e volátil. Investir em Bitcoin exige estômago forte e acompanhamento constante das tendências econômicas, políticas e tecnológicas.
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