Música

As Músicas Canceladas Que Viraram Cult

Você já se pegou cantarolando uma música e, de repente, percebeu que ela foi “cancelada” pela sociedade? Pois é, o universo musical está repleto de canções que, em algum momento, caíram em desgraça — seja por polêmica, letras consideradas inadequadas para os dias atuais ou por simplesmente desafiarem padrões sociais. Mas, como tudo que é proibido parece ganhar um gostinho especial, muitas dessas faixas banidas acabaram virando cult, conquistando legiões de fãs e renascendo com força total nas playlists underground (e nem tão underground assim). Prepare-se para uma viagem sonora no túnel do tempo, porque a trilha de hoje é das Músicas Canceladas Que Viraram Cult.

Para começar, é impossível ignorar “Lola” do The Kinks. Lançada em 1970, a música foi um escândalo na época. Falar sobre um flerte ambíguo em uma boate londrina não era lá muito comum nos anos 70, principalmente com a referência direta à identidade de gênero da personagem título. “Lola” foi banida em várias rádios, inclusive pela BBC, que implicou até com a menção a uma marca de refrigerante. Resultado? Virou símbolo da contracultura, ícone LGBTQIA+ e, atualmente, é celebrada como trilha sonora de liberdade e autenticidade.

E que tal “Relax” do Frankie Goes to Hollywood? Lançada em 1983, a música foi rapidamente banida pela BBC por suas letras ousadas e considerada, digamos, sexy demais para os padrões britânicos. Mas, como se sabe, o proibido é sempre mais saboroso: o single disparou nas paradas britânicas e virou hino das pistas de dança. Hoje, “Relax” é uma das favoritas em festas temáticas anos 80 e coleciona regravações e homenagens pelo mundo.

No Brasil, também temos nossos clássicos cult. “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, foi censurada pela Ditadura Militar nos anos 70. Sob um disfarce de ironia, a música criticava a passividade do povo diante das injustiças sociais. O resultado? A faixa virou símbolo de resistência e coragem, atravessando gerações. Hoje, a canção é reverenciada por artistas e fãs de todas as idades, e continua embalando protestos e movimentos sociais.

Falando em faixas brasileiras, não dá pra esquecer “Proibida Pra Mim (Grazon)” do Charlie Brown Jr. A música chegou a ser vetada em diversas rádios por abordar temas como consumo de drogas e rebeldia juvenil. Mas quem poderia segurar o carisma de Chorão e sua trupe? O som se espalhou, virou hino de uma geração inteira de adolescentes dos anos 2000 e, até hoje, é figurinha carimbada em karaokês e playlists nostálgicas.

E, claro, não podemos deixar de mencionar “God Save the Queen” do Sex Pistols. Lançada em pleno jubileu da Rainha Elizabeth II, a canção foi acusada de ser anti-monarquista e subversiva. A BBC baniu, as lojas boicotaram, mas nada disso impediu que a música atingisse o segundo lugar nas paradas do Reino Unido. Atualmente, ela é vista como um dos maiores símbolos do punk rock e da rebeldia juvenil.

O que todas essas músicas têm em comum? O poder de provocar, questionar e, acima de tudo, resistir. O cancelamento pode até tirar uma faixa dos holofotes — por um tempo. Mas se há algo que o tempo e o público sabem fazer, é transformar a polêmica em culto. E assim, as músicas proibidas ressurgem mais fortes, embalando corações e mentes, driblando censuras e se eternizando nas playlists de quem gosta de uma boa história (e de um bom som, claro).

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