Se tem uma coisa que nunca faltou no rock brasileiro foi atitude – e, se você ainda acha que esse é um território dominado pelos homens, está mais do que na hora de rever seus conceitos. As mulheres sempre estiveram presentes, quebrando guitarras, preconceitos e arrastando multidões com suas vozes poderosas e presenças de palco inesquecíveis. Prepare-se para uma viagem eletrizante por esse universo onde o poder feminino não só ocupa espaço: ele se impõe, sem pedir licença!
Vamos voltar um pouquinho no tempo, mais precisamente para os anos 1980, aquele cenário em que o rock nacional explodia nas rádios, shows e programas de TV. Quem não se lembra de Rita Lee, a “rainha do rock brasileiro”? Compositoras, instrumentistas e vocalistas, Rita não só marcou gerações com músicas como “Lança Perfume” e “Mania de Você”, como também foi uma das primeiras mulheres a ocupar espaço de destaque em bandas de rock, começando lá nos Mutantes. Sua irreverência, letras ácidas e visuais marcantes abriram portas (e janelas) para muitas outras mulheres que vieram depois. Ela era – e continua sendo – referência de empoderamento e autenticidade, mostrando que o palco é para quem quiser desafiar o senso comum.
Mas o protagonismo feminino não parou por aí. Pense na roqueira baiana Pitty, que abalou as estruturas do rock nacional nos anos 2000. Seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”, lançado em 2003, vendeu mais de 800 mil cópias e emplacou hits como “Equalize” e “Máscara”. Pitty trouxe para o mainstream discussões sobre machismo, identidade e resistência, mostrando que a força feminina não se limita a estereótipos. Ela segue inovando, seja em projetos solo ou em parcerias, e continua sendo voz ativa em causas sociais, sempre com aquele sotaque marcante e letras que arrepiam até careca de tiozão roqueiro.
E quem poderia esquecer Paula Toller, a mente brilhante por trás do Kid Abelha? Suas composições inteligentes e voz suave ajudaram a moldar o pop rock nacional nos anos 80 e 90. Paula sempre soube equilibrar delicadeza e atitude, provando que o poder feminino também pode ser sutil e arrebatador ao mesmo tempo. Sem falar em Fernanda Takai, à frente do Pato Fu, que inovou com experimentações sonoras e uma mistura irresistível de rock alternativo, pop e MPB. Ela mostrou que criatividade não tem gênero – e sim, muita personalidade!
Lembrando ainda de nomes como Sandra de Sá, que, embora transite entre o rock, o soul e o samba, fez colaborações marcantes com bandas de rock e sempre trouxe aquela voz potente e grave para o centro do palco. E Cássia Eller, com sua voz rouca e jeito despretensioso, brilhando tanto no rock quanto no blues, eternizando clássicos como “Malandragem” e “Por Enquanto”. Cássia foi símbolo de liberdade e autenticidade, inspirando gerações a serem quem realmente são – microfone na mão, coragem no peito.
Atualmente, temos um cenário cada vez mais representativo, com bandas lideradas por mulheres e projetos solo ganhando espaço. Nomes como Day Limns, que mistura rock e pop com letras confessionais, ou Carol Navarro, baixista da banda Supercombo, são exemplos da nova safra que mantém a chama acesa. E não podemos deixar de citar as bandas autorais do circuito independente, como as minas do Violet Soda, com Isis Mutarelli, e as Garotas Suecas, sempre trazendo inovação e diversidade de estilos.
O melhor de tudo? O público finalmente está reconhecendo e aplaudindo de pé o talento dessas mulheres. O empoderamento feminino no rock está não só nos palcos, mas também nos bastidores, nas composições, produções e na luta diária por respeito e igualdade. Elas estão aí, gritando, cantando, compondo e inspirando. Se antes era difícil encontrar espaço, hoje as mulheres conquistam multidões e dividem holofotes, provando que o rock brasileiro sempre foi – e continuará sendo – território de todos, sem exceção.
Então, da próxima vez que estiver curtindo aquele solo de guitarra ou aquela batida pulsante, lembre-se: o rock brasileiro pulsa mais forte porque tem mulher fazendo história. E se você quer acompanhar tudo isso, ouvir os maiores clássicos, descobrir bandas novas e criar playlists incríveis, não deixe de acessar o Soundz (https://soundz.com.br) – a plataforma de streaming de música grátis onde você escolhe o som, solta a criatividade e fica por dentro de uma revista digital completa sobre música, cultura pop e muito mais. Rock on, mulheres!
































