Quando o frio bate na porta do hemisfério sul, muita gente pensa logo em chocolate quente, lareira e aquele cobertor que parece abraço de mãe. Mas, para os aventureiros de plantão ou para quem quer só um cenário de filme para tirar aquela selfie com direito a neve no cabelo, as estações de esqui da América do Sul são um convite irresistível ao deslize – seja nos esquis, snowboard ou só no estilo mesmo. Prepare-se para descobrir destinos dignos de filme hollywoodiano (mas com muito mais empanada e sotaque charmoso) e dicas para você planejar a sua próxima aventura gelada. Spoiler: tem estação com vista para vulcão e até hotel de neve!
Vamos começar pelo queridinho dos brasileiros: Valle Nevado, no Chile. A cerca de 60km de Santiago, esse gigante é o maior centro de esqui da América do Sul, com mais de 40 km de pistas e 13 teleféricos que te levam para paisagens de tirar o fôlego (literalmente, a altitude é de 3.000 metros!). Se você é iniciante ou já tem quase um medalha olímpica no bolso, aqui tem opção para todo mundo – inclusive para quem só quer ver a neve cair pela janela e tomar vinho chileno no après-ski. E não se preocupe se você nunca viu neve: as escolas de esqui dão conta do recado e, quem sabe, você descobre um talento escondido.
Outro destaque chileno é Portillo, que além da fama internacional, já foi palco de treinamentos de equipes olímpicas. O lago de águas azul-turquesa emoldura o cenário, e o hotel amarelo, quase uma celebridade por lá, é daqueles lugares para se hospedar pelo menos uma vez na vida. E se você acha que luxo e frio não combinam, espere até experimentar as piscinas aquecidas com vista para as montanhas nevadas.
Atravessando a Cordilheira dos Andes, chegamos na Argentina, onde Bariloche reina absoluta como destino de inverno. O Cerro Catedral, com mais de 120 km de pistas, é considerado o maior centro de esqui do hemisfério sul. O nome não é à toa: as montanhas realmente lembram catedrais, mas com muito mais neve e zero sermão. Bariloche é perfeita para famílias, grupos de amigos e até casais em lua de mel. Tem de tudo: chocolate artesanal, fondue, cervejarias, boates e uma cena gastronômica de dar inveja. E, claro, pistas para todos os níveis, inclusive a famosa “La Gran Bajada”, com 9 km de descida.
Outro destaque argentino é Las Leñas, na província de Mendoza. Imagina uma estação com neve garantida de junho a outubro e pistas largas, ideais para quem curte velocidade ou quer praticar saltos cinematográficos. O complexo tem infraestrutura completa e até cassino para quem quer arriscar a sorte também fora das pistas. E se bater aquela fome, experimente o famoso cordeiro patagônico – nada como repor as energias à moda local.
Para os viajantes que gostam de exclusividade e cenários diferentes, Chillán, no Chile, é uma ótima pedida. O centro de esqui Nevados de Chillán fica em uma região vulcânica, então você pode relaxar em piscinas termais naturais após um dia de aventuras na neve. As pistas atravessam bosques nativos, e ainda há opções para trilhas de snowshoe e até passeios noturnos sob o céu estrelado dos Andes. É aquele tipo de viagem para encher o feed de fotos (e o coração de memórias).
E, se você acha que já viu de tudo, prepare-se para Ushuaia, conhecida como “o fim do mundo”. A estação Cerro Castor é a mais austral do planeta, com pistas que vão quase até a Antártica. O diferencial? A temporada costuma ser a mais longa da América do Sul, já que o frio por lá não brinca em serviço. Além do esqui, ainda dá para fazer passeios de trenó puxado por cães, explorar a incrível fauna da Terra do Fogo e se sentir praticamente um explorador do século XXI.
Vale a pena lembrar que, além de paisagens de cinema, as estações sul-americanas oferecem experiências culturais únicas, com gastronomia típica, festivais de inverno e aquele jeitinho local que faz qualquer viagem valer ainda mais a pena. E o melhor: a proximidade com o Brasil e o câmbio favorável em 2025 tornam esses destinos muito acessíveis para quem quer fugir do comum e viver o extraordinário. Só não esqueça de checar a documentação necessária, reservar com antecedência e, claro, caprichar na playlist para a viagem – porque trilha sonora também faz parte da aventura.
Seja para deslizar montanha abaixo, brindar com vinho na frente da lareira ou só para sentir o gostinho da Patagônia sem sair de perto, as estações de esqui da América do Sul prometem experiências incríveis, muita diversão e, claro, fotos dignas de capa de revista. Então, bora planejar a viagem e deixar o inverno muito mais animado?
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