Música

As curiosidades mais surpreendentes sobre o pop nacional

Quando pensamos em pop nacional, logo vêm à mente refrões chicletes, coreografias que grudam igual música de Carnaval e aquela sensação de que, não importa o quanto tentemos, sempre vamos saber o refrão inteiro de cor. Mas, por trás dos hits que fazem a trilha sonora dos nossos rolês, o pop brasileiro está recheado de histórias curiosas, dados surpreendentes e algumas situações tão inusitadas que parecem ter saído de roteiros de novela (mas são bem reais). Preparado para se surpreender? Porque depois desse texto, é provável que você nunca mais escute um hit pop da mesma forma!

Vamos começar pelo fato de que o pop brasileiro é mais antigo do que muita gente imagina. Embora o termo “pop” tenha pegado carona nos anos 1980, graças ao fenômeno Blitz e à ascensão de grupos como Roupa Nova e RPM, já na década de 1960 artistas como Wanderléa e Roberto Carlos ditavam moda e comportamento com músicas de fácil assimilação que enchiam os bailinhos e programas de TV. Aliás, Roberto Carlos é o artista com mais discos vendidos no Brasil, ultrapassando a marca de 140 milhões de cópias — sim, mais que muita diva internacional por aí!

Falando em números, sabia que “Evidências”, da dupla Chitãozinho & Xororó (lançada em 1990), é considerada a música mais cantada em karaokês e festas de casamento no Brasil? E, mesmo sendo um clássico do sertanejo, sua popularidade é tamanha que virou praticamente um hino do pop nacional. Tem até brincadeira nas redes sociais: se alguém diz que não sabe cantar “Evidências”, pode desconfiar, porque é quase impossível fugir desse refrão.

Outro dado curioso envolve as rainhas do pop brasileiro atual. Anitta, por exemplo, foi a primeira artista solo do Brasil a entrar no top 10 global do Spotify com “Envolver”, hit que viralizou no mundo inteiro em 2022. O detalhe é que, antes da fama, ela produzia seus próprios clipes com orçamento quase zero — e usava os próprios figurinos e ideias. E olha só: antes de se tornar Anitta, Larissa de Macedo Machado cogitou usar o nome artístico “Anira” (ainda bem que mudou, né?).

E por falar em mudanças, Ivete Sangalo, um dos maiores nomes do axé pop, começou sua carreira trabalhando como modelo em Salvador. Mas foi no grupo Banda Eva que ela despontou para o estrelato, e seu disco solo de estreia vendeu mais de 2 milhões de cópias só no Brasil — um marco, principalmente para uma artista feminina em um gênero dominado por bandas masculinas.

Pop nacional também é sinônimo de inclusão e diversidade. Pabllo Vittar, drag queen que conquistou o país e o mundo, figura entre os artistas LGBTQIA+ mais ouvidos do planeta. Em 2020, Pabllo foi a primeira drag queen indicada ao Grammy Latino e sua influência vai além da música: ela abriu portas para novos artistas e ajudou a quebrar estereótipos, transformando a cena pop em um espaço mais colorido e democrático.

E se você acha que pop nacional é só coisa de adolescente, repense! Tim Maia, um dos ícones máximos da música brasileira, já misturava pop, soul e funk nos anos 1970, com letras irreverentes e cheias de bom humor. Aliás, Tim Maia tinha fama de imprevisível: chegou a não aparecer em shows, mudar letras no palco e até reclamar do som ao vivo, mas tudo isso só aumentou sua lenda.

Falando em viralizar, alguns hits pop nasceram graças à internet. “Festa”, da Ivete Sangalo, virou meme em 2021, vinte anos após seu lançamento, quando fãs começaram a desafiar uns aos outros a cantar a música do início ao fim sem errar. A brincadeira viralizou no TikTok e Instagram, mostrando que um verdadeiro hit pop nunca envelhece — ele só se reinventa.

Outra curiosidade que quase ninguém sabe: a música “Baba”, da Kelly Key, foi composta quando ela tinha apenas 17 anos e, além de ser um dos maiores hits dos anos 2000, ajudou a abrir espaço para outras artistas mulheres no pop brasileiro, que até então era dominado por boy bands e grupos masculinos. Kelly Key, inclusive, já revelou em entrevistas que se inspirava em divas internacionais como Britney Spears, mas sempre colocou o “jeitinho brasileiro” em suas letras e performances.

Com tantas histórias, não é surpresa que o pop nacional siga firme como trilha sonora da vida de milhões de brasileiros. Dos tempos da Jovem Guarda aos memes da internet, das divas dos anos 1990 aos fenômenos das redes sociais, o ritmo, a ousadia e a criatividade nunca saem de moda. E, claro, sempre com aquela pitada de humor, romantismo e um refrão que, quando você menos espera, já está cantando sem perceber.

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