Se existe um gênero musical que é praticamente um patrimônio nacional, ele atende pelo nome de MPB – Música Popular Brasileira. Mas, cá entre nós, ela é muito mais do que um gênero: é um caldeirão fervendo de ritmos, histórias de vida e criatividade que atravessa gerações e fronteiras. Se você já se perguntou quem são as mentes brilhantes por trás dos clássicos que embalam festas juninas, rodas de amigos e até aquele karaokê improvisado, prepare-se para uma viagem na vida dos grandes nomes da MPB.
Começamos com o mestre dos mestres: Tom Jobim. O carioca Antônio Carlos Jobim talvez seja mais conhecido internacionalmente pelo hit “Garota de Ipanema”, mas sua trajetória vai muito além. Nascido em 1927, Jobim foi um dos pais da Bossa Nova, misturando jazz com samba e criando melodias sofisticadas que encantam desde o Leblon até Nova York. Ele compôs mais de 400 músicas e colaborou com nomes como Vinicius de Moraes, Frank Sinatra e Elis Regina. Seu legado? Um currículo de dar inveja a qualquer um e uma estátua em Copacabana só para lembrar que ele é, literalmente, parte da paisagem carioca.
Falando em Vinicius de Moraes, é impossível não citar “o poetinha”, como era carinhosamente chamado. Vinicius não só escreveu letras imortais, como “Chega de Saudade” e “Eu Sei Que Vou Te Amar”, como também foi diplomata, dramaturgo e boêmio de carteirinha. Seu romance com a música começou nos bares do Rio e, entre um choro e outro, ele ajudou a transformar a Bossa Nova em fenômeno mundial. Vinicius viveu intensamente — teve nove casamentos (sim, nove!) — e sua poesia eternizou sentimentos que atravessam gerações.
Não podemos esquecer de Caetano Veloso, o camaleão da música brasileira. Nascido em Santo Amaro, Bahia, Caetano foi um dos fundadores do movimento Tropicalista, que misturou cultura pop, rock, samba e MPB na década de 1960. Ao lado de nomes como Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, enfrentou a ditadura militar com criatividade e ousadia, chegando a ser preso e exilado em Londres. Caetano é daqueles artistas incansáveis: em 2025, soma mais de 55 anos de carreira, sempre com comentários afiados sobre política, arte e sociedade. E olha que ele não perdeu o rebolado nem um pouco!
Vamos falar de Elis Regina, a “Pimentinha” da MPB. Embora tenha partido cedo, aos 36 anos, sua voz e interpretação poderosa continuam inigualáveis. Nascida em Porto Alegre, Elis começou ainda adolescente e deslanchou nos festivais dos anos 1960. Ela não só consagrou músicas como “Águas de Março” e “O Bêbado e a Equilibrista”, mas também foi uma das primeiras artistas a criticar abertamente o regime militar nos palcos. Seu perfeccionismo e carisma influenciaram gerações de cantoras brasileiras, de Maria Rita (sua filha) a Anitta.
Gilberto Gil merece um capítulo à parte. Além de músico visionário, Gil foi Ministro da Cultura e é conhecido pelo ativismo político. Sua trajetória começou na Bahia, misturando ritmos afro-brasileiros com guitarras elétricas, e o levou ao exílio junto com Caetano. De volta ao Brasil, Gil lançou sucessos como “Aquele Abraço” e “Realce”, além de manter-se ativo na cena musical até hoje. Em 2025, ele segue na ativa aos 82 anos, mostrando que talento e alegria não têm prazo de validade.
Chico Buarque, outro ícone lendário, é conhecido tanto pela música quanto pela literatura. Dono de uma capacidade inigualável de narrar o cotidiano brasileiro, Chico compôs verdadeiros hinos, como “Construção” e “Apesar de Você”, enfrentando com sutileza a censura. Sua carreira atravessa décadas, e ele já levou para casa prêmios importantes como o Grammy Latino e o Prêmio Camões de Literatura. E, entre um samba e outro, ainda encontra tempo para escrever romances de sucesso.
E que tal Gal Costa? Dona de uma voz única, Gal começou sua carreira ao lado de Caetano, Gil e Bethânia no lendário grupo Doces Bárbaros. Seu timbre cristalino é marca registrada em clássicos como “Baby” e “Meu Nome é Gal”. Gal se manteve relevante ao longo das décadas, sempre reinventando seu repertório e lançando discos que dialogam com o presente sem perder o charme do passado.
Falando em revolução, não dá para esquecer Milton Nascimento. “Bituca”, como é chamado pelos amigos, nasceu no Rio de Janeiro, mas adotou Minas Gerais como lar. Sua voz grave virou símbolo do Clube da Esquina, movimento que misturou MPB, jazz, rock e música mineira. Compondo ao lado de Lô Borges, Beto Guedes e outros, Milton nos presenteou com clássicos como “Travessia” e “Maria, Maria”. Sua música ecoou pelo mundo e, em 2025, ele segue como referência de sensibilidade e inovação.
A lista de gigantes da MPB é interminável: Djavan com seu suingue inconfundível e letras cheias de poesia, Maria Bethânia com sua dramaticidade e presença de palco hipnotizante, Rita Lee como rainha do rock nacional, Ney Matogrosso com sua performance transgressora, Marisa Monte conquistando multidões com delicadeza e inteligência musical… Cada um desses artistas contribuiu para fazer da MPB um mosaico vivo da cultura brasileira.
No fim das contas, as biografias dos grandes nomes da MPB são uma aula de história, política, arte e, principalmente, paixão. São vidas intensas, cheias de altos e baixos, mas sempre embaladas pela trilha sonora de um país apaixonado por música. E aí, ficou com vontade de escutar esses clássicos ou montar sua playlist? Então corre para o Soundz (https://soundz.com.br), a plataforma de streaming de música grátis, onde você pode ouvir seus artistas favoritos, criar playlists e ainda conferir uma revista digital recheada de conteúdos incríveis sobre música e muito mais!
































