As 10 Letras Que Levaram Ao Cancelamento De Músicas Famosas

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Se tem uma coisa que o mundo da música nunca perde é a capacidade de surpreender – e, às vezes, de escandalizar! Entre batidas viciantes e refrões grudentos, existem aquelas letras que, por um motivo ou outro, acabam causando “aquele” rebuliço. Em tempos de redes sociais, qualquer deslize pode viralizar e transformar uma canção queridinha em alvo de cancelamento. E olha que de polêmica o universo musical entende!

Separamos aqui um top 10 das letras que, ao longo das últimas décadas, deram o que falar a ponto de provocarem o cancelamento de músicas famosas. Prepare-se para relembrar clássicos, erguer sobrancelhas e, quem sabe, descobrir que aquela música que você cantava no karaokê tinha uma letra mais controversa do que você imaginava. Pronto(a) para esse passeio pela linha do tempo dos cancelamentos musicais?

Começamos com a lendária “Brown Sugar”, dos Rolling Stones. Lançada em 1971, a música foi um sucesso absoluto, mas sua letra acabou sendo considerada racista e sexista, abordando exploração sexual e escravidão. Com o tempo, o próprio Mick Jagger admitiu desconforto e, em 2021, a banda removeu a música de seus shows. Ou seja, quase 50 anos depois a ficha caiu!

Pulando para o hip hop, temos “Blurred Lines”, de Robin Thicke com Pharrell Williams e T.I. Lançada em 2013, a faixa dominou as paradas, mas começou a ser criticada por supostamente normalizar o consentimento duvidoso e a cultura do estupro. Universidades dos EUA baniram a música e uma onda global de boicotes se formou, tornando “Blurred Lines” sinônimo de problematização.

Outra música que entrou para a lista negra é “Baby, It’s Cold Outside”, composta em 1944. Apesar do clima natalino e da letra aparentemente inocente, movimentos feministas começaram a questionar o diálogo entre os personagens, levantando preocupações sobre consentimento. Em diversos países, rádios chegaram a banir a canção nos últimos anos.

Os brasileiros também já sentiram o baque do cancelamento. Em 2018, “Surubinha de Leve”, do MC Diguinho, viralizou no Carnaval – mas a letra, que relacionava sexo e embriaguez, foi acusada de apologia ao estupro. A música foi retirada do ar rapidamente e abriu debates sobre limites na liberdade artística.

Voltando ao pop internacional, “Do What U Want”, parceria entre Lady Gaga e R. Kelly, foi retirada das plataformas em 2019 quando os escândalos de abuso sexual envolvendo R. Kelly vieram à tona. Gaga fez questão de se posicionar publicamente, pedindo desculpas por ter colaborado com o artista.

E quem não lembra de “Cop Killer”, do Body Count? A música, lançada em 1992, foi imediatamente banida de várias rádios norte-americanas e boicotada por lojas após protestos de policiais e políticos, que alegavam incitação à violência contra a polícia.

Na seara do reggae, Bob Marley também não escapa. “I Shot the Sheriff” foi criticada por supostamente incentivar violência policial. Embora Marley tenha explicado que a letra era metafórica, algumas rádios a baniram da programação por precaução.

Voltando ao pop dos anos 2000, “If U Seek Amy”, de Britney Spears, foi alvo de polêmica por seu trocadilho sugestivo (“If you see k me…”). A sacada foi considerada inapropriada para rádios familiares e, nos Estados Unidos, várias estações censuraram a música.

No rock nacional, “Comida”, dos Titãs, causou polêmica nos anos 80 por sua crítica social e versos considerados “pesados” para a época, especialmente entre setores mais conservadores. Embora não tenha sido completamente banida, sofreu tentativas de censura e boicote.

Finalizando com um caso recente: em 2022, a faixa “Montero (Call Me By Your Name)”, de Lil Nas X, foi alvo de protestos por grupos conservadores por abordar temas LGBTQIA+ e religiosidade de forma provocativa. Alguns programas e plataformas chegaram a limitar a exposição da música, mesmo ela tendo bombado mundialmente.

O mais interessante dessa lista é que, em muitos casos, o “cancelamento” não impediu o sucesso ou impacto cultural das músicas – mas trouxe à tona discussões importantes sobre ética, limites e responsabilidade artística. E aí, qual dessas músicas você já ouviu sem nem imaginar o barraco por trás da letra?

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