Arrocha Para Iniciantes: Tutorial do Zero

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Se você já foi a uma festa no Brasil nos últimos anos, especialmente no Nordeste, com certeza já ouviu aquele ritmo envolvente, cadenciado, que faz até quem tem “dois pés esquerdos” querer dançar. Sim, estamos falando do arrocha! Esse gênero musical, que nasceu lá pelos anos 2000 na Bahia, mistura romantismo, sofrência e uma batida irresistível. Se você sempre quis aprender a dançar e entender o fenômeno do arrocha, chegou ao lugar certo: este é o seu tutorial definitivo, direto do zero, para não passar vergonha na próxima reunião com os amigos!

Antes de mais nada, saiba: arrocha não é só um estilo de música, mas um verdadeiro fenômeno cultural. Ele surgiu inspirado por gêneros como o brega e a seresta, mas ganhou uma cara própria e, claro, uma coreografia que virou mania nacional. Nomes como Pablo, Tayrone e Silvano Salles ajudaram a popularizar o som que hoje já faz parte da trilha sonora de milhões de brasileiros. Mas, afinal, como é que se dança? E o que faz do arrocha tão especial?

Vamos começar pelo básico: o ritmo. O arrocha tem uma batida média/cadenciada, geralmente marcada no tempo 2/4, com letras cheias de emoção – normalmente falando de amores perdidos, corações partidos, mas também de superação (afinal, brasileiro não desiste nunca!). O grande segredo está na dança: é uma coreografia de casal, marcada por movimentos sensuais, simples e sincronizados, perfeitos para quem está começando.

Quer começar do zero? Então, bora lá! Primeiro, escolha um par. O arrocha é dançado de pertinho – nada de timidez! No passo básico, quem conduz (geralmente o homem, mas as regras do jogo podem mudar, viu?) coloca a mão direita na cintura da parceira e segura a mão esquerda dela na altura do ombro. A parceira apoia a mão esquerda no ombro do parceiro e segura a mão direita dele. Daí, é só relaxar e sentir a música. Não tenha pressa, o arrocha é sobre curtir o momento, não sobre passos mirabolantes.

O passo básico consiste em deslocar o corpo lateralmente: dois passos para a direita, dois para a esquerda, sempre marcando o ritmo da música. A ginga é fundamental: os quadris devem acompanhar o movimento, de forma suave e envolvente. O segredo está na sincronização – o casal se move junto, como se fossem um só. E não se preocupe: ninguém nasceu sabendo, então divirta-se com os inevitáveis “pisões” nos pés no começo.

Com o arrocha, menos é mais: os movimentos são marcados, mas sem exageros. O charme está na conexão entre os parceiros e na interpretação da música. Se você errar, faça cara de quem está sentindo toda a sofrência da letra – funciona sempre! Para os mais ousados, com o tempo dá para incluir giros simples e mudanças de direção, mas o importante mesmo é sentir o ritmo e aproveitar.

Além da dança, o arrocha também conquistou espaço nas playlists dos brasileiros. Não à toa: segundo dados do Spotify e Deezer, entre 2022 e 2024, o consumo de arrocha cresceu mais de 40% nas regiões Norte e Nordeste, e as músicas do gênero estão cada vez mais presentes nas paradas nacionais. Isso sem falar nos desafios de dança do TikTok, que ajudaram a transformar o arrocha em febre entre os mais jovens. Sabe aquela música “Bilu Bilu” do Pablo ou “Volte Amor” do Tayrone? Aposto que pelo menos uma dessas já ficou na sua cabeça por dias!

E se você acha que arrocha é só para quem nasceu no Nordeste, pode ir deixando o preconceito de lado: hoje em dia, tem bailão de arrocha até em São Paulo e no Sul do Brasil. Os shows arrastam multidões, e os artistas do gênero estão cada vez mais presentes em grandes festivais. Isso tudo porque o arrocha é democrático – fácil de aprender, fácil de dançar e, principalmente, fácil de amar.

Ah, e uma dica de ouro para quem quer se aprofundar ainda mais: além de praticar os passos, vale ouvir muita música do gênero. Além dos clássicos, a cena está cheia de novos talentos, trazendo letras e sonoridades modernas para o arrocha. E onde encontrar tudo isso? No Soundz (https://soundz.com.br), é claro! Lá você pode ouvir arrocha grátis, criar suas próprias playlists e, de quebra, ficar por dentro das novidades do gênero e de tudo que está bombando no mundo da música. E, se quiser variar, ainda tem uma revista digital recheada de assuntos para todos os gostos. Bora arrochar – e não esquece de acessar o Soundz para entrar de vez no clima!

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