Música

A História da Bossa Nova em 5 Minutos

Se você já se pegou balançando ao som de um violão suave, com aquela batidinha diferente, e se perguntou de onde veio esse clima gostoso, prepare-se para descobrir a história da Bossa Nova em apenas 5 minutos – ou seja, menos tempo do que dura Garota de Ipanema numa versão ao vivo! Vamos nessa viagem pelos acordes, sorrisos e revoluções musicais que mudaram o Brasil e o mundo.

A Bossa Nova nasceu na segunda metade dos anos 1950, em um Rio de Janeiro que respirava otimismo, modernidade e, claro, muita praia. Não foi por acaso que jovens músicos, compositores e poetas começaram a se reunir em apartamentos de Copacabana e Ipanema para experimentar sons novos. O epicentro da coisa toda? O lendário apartamento da Nara Leão, onde nomes como João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Carlos Lyra davam as caras, além de muitos outros talentos.

O ponto de virada foi em 1958, quando João Gilberto gravou Chega de Saudade. Ali, ele mostrou o “segredo” da Bossa Nova: uma batida de violão leve, quase sussurrada, e um jeito de cantar baixinho, no ouvido. A música, composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes, era diferente de tudo o que se ouvia no rádio até então, misturando samba, jazz e uma pitada de ousadia. O nome “bossa nova”, aliás, significa literalmente “novo jeito”, “novo estilo”.

Não demorou para a novidade ganhar o Brasil e depois o mundo. O auge internacional veio em 1962, com o icônico concerto no Carnegie Hall, em Nova York. De repente, todo mundo queria aprender a tocar violão como João Gilberto – e até Frank Sinatra gravou discos com Tom Jobim! O mundo se rendeu ao charme despretensioso da Bossa Nova, e grandes clássicos como Desafinado, Wave, Aquarela do Brasil (sim, foi regravada no embalo desse sucesso) e a já citada Garota de Ipanema conquistaram gerações.

Por falar em Garota de Ipanema, a música composta em 1962 por Tom e Vinicius foi gravada em português por Pery Ribeiro, mas foi a versão em inglês (The Girl from Ipanema) de Astrud Gilberto, João Gilberto e Stan Getz que explodiu nas paradas mundiais em 1964. Ela ganhou até o Grammy, pavimentando o caminho para a internacionalização da música brasileira.

Apesar do sucesso, a Bossa Nova começou a perder espaço a partir de meados dos anos 1960, especialmente com a ascensão da MPB (Música Popular Brasileira) e do Tropicalismo, movimentos que traziam críticas sociais e experimentações sonoras. Mas a influência da Bossa nunca desapareceu. O estilo deixou um legado eterno, inspirando artistas do jazz, pop e da própria música brasileira até hoje. E cá entre nós, não há nada mais cool do que ouvir um João Gilberto num domingo preguiçoso.

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