Prepare-se para uma viagem no tempo cheia de ritmo, gingado e muita história: vamos falar sobre a evolução do samba ao longo das décadas! Se você pensa que samba é tudo igual, se segura aí porque a trilha sonora desse texto vai te surpreender mais do que passista acertando todos os passos na avenida.
Tudo começou no início do século XX, quando o samba ainda era um bebê musical nascido da mistura de culturas africanas, indígenas e europeias. O cenário era o Rio de Janeiro, especialmente os quintais das famosas Tias Baianas, como Tia Ciata. Ali, o samba era embrionário, com instrumentos como pandeiro, violão, cavaquinho e, claro, muito batuque. Era aquele clima de roda, de improviso, onde a música servia tanto para animar quanto para transformar lamento em alegria. Em 1917, com “Pelo Telefone” de Donga e Mauro de Almeida, o samba teve sua certidão de nascimento oficialmente registrada, conquistando espaço nas gravações e rádios.
Chegando aos anos 1930, o samba já tinha invadido as rádios e os salões cariocas, mas foi com Noel Rosa que ele ganhou uma cara mais urbana e poética. Noel trouxe o bom humor e a malandragem para as letras, mostrando que o samba era coisa séria, mas não precisava ser sisudo (quem nunca sambou para resolver um problema, não é mesmo?). Na mesma época, Cartola, um verdadeiro mestre das composições, presenteava o Brasil com clássicos que falavam de amor, dor e esperança, tornando o sambista uma espécie de cronista do cotidiano.
Os anos 1940 e 1950 viram o samba se desdobrar em novos estilos e influenciar outras vertentes. Foi a era do samba-canção, um estilo mais lento e sentimental, com nomes como Dolores Duran e Maysa. Mas não pense que o samba ficou só na sofrência! O samba-enredo começou a ganhar corpo nos desfiles das escolas de samba, levando multidões para as ruas do Rio de Janeiro e, claro, para frente da televisão. O Carnaval virou patrimônio nacional e o samba, trilha sonora obrigatória da festa mais animada do mundo.
Com os ventos da bossa nova nos anos 1960, o samba ganhou novos acordes e um toque sofisticado. João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes exportaram o ritmo para o mundo, mostrando que o samba também podia ser “de apartamento”, com direito a copo de whisky na mão e clima de romance. Enquanto isso, o samba raiz continuava forte nas rodas do subúrbio, com Paulinho da Viola e Martinho da Vila segurando a bandeira e levando o samba de volta às suas origens.
Nos anos 1970, foi a vez do samba se misturar com outros ritmos urbanos, surgindo o samba-rock (alô, Jorge Ben Jor!) e o pagode de raiz. Com uma batida mais swingada, o samba incorporou guitarra elétrica, metais e conquistou novos públicos. Nos anos 1980 e 1990, o pagode explodiu nos bairros e rádios do Brasil, com grupos como Fundo de Quintal, Raça Negra, Exaltasamba e Só Pra Contrariar. O samba virou trilha de romance, festa de família e até churrasco de domingo. Cada um com sua batida, mas todos com o mesmo DNA de celebração.
E o samba continua a se reinventar! Nos anos 2000 e 2010, ganhou ainda mais força nas redes sociais e plataformas de streaming, revelando uma nova geração de artistas como Diogo Nogueira, Maria Rita, Ferrugem e Thiaguinho. O samba também passou por fusões incríveis, dialogando com funk, hip hop e música eletrônica. E não dá para esquecer da força das mulheres no samba, como Leci Brandão, Alcione e Teresa Cristina, que deram ainda mais voz e representatividade ao ritmo.
Hoje, em pleno 2025, o samba segue vivo, pulsando forte em todos os cantos do Brasil e do mundo. Ele não é só música: é resistência cultural, é identidade, é aquele abraço coletivo que mistura passado e futuro. O samba é capaz de unir gerações, mostrar que tradição e inovação podem (e devem) andar de mãos dadas, e que ninguém precisa escolher entre Cartola e Ferrugem, porque dá para ouvir ambos — melhor ainda se for criando playlist no Soundz, né?
Então, bora aumentar o som, dar play em um clássico ou descobrir um novo talento do samba? No Soundz (https://soundz.com.br), você encontra uma plataforma de streaming de música grátis, pode escutar seus sambas favoritos, criar playlist para o churrasco, para a faxina, para o romance e até para aquela roda de conversa. E de quebra, ainda confere uma revista digital completa sobre diversos assuntos para embalar seu dia a dia com informação e música boa. Não deixa o samba morrer, não! Deixa ele viver no seu coração e no seu fone de ouvido.
































