A Evolução das Vozes Sertanejas ao Longo das Décadas

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Se existe uma trilha sonora que embala o coração brasileiro, sem dúvida ela tem sotaque caipira! As vozes sertanejas, com suas histórias de amores sofridos, festas animadas e a vida no interior, atravessaram gerações reinventando a própria identidade. Mas, afinal, como foi essa evolução das vozes sertanejas ao longo das décadas? Prepare o chapéu, porque essa viagem musical promete emoção, nostalgia e, claro, muita moda de viola!

Tudo começa lá atrás, nos anos 1920 e 1930, com nomes como Cornélio Pires, considerado o padrinho do sertanejo. O som era raiz, bem diferente do que ouvimos hoje, focado na dupla de vozes – geralmente um primeira e um segunda, acompanhadas apenas por violão e viola caipira. As letras falavam da vida simples no campo, das festas juninas e da lida na roça. E essa tradição só cresceu quando Tonico & Tinoco surgiram, nos anos 1940, popularizando clássicos como “Chico Mineiro”. A voz era natural, sem firulas: mais sentimento, menos técnica, mas com uma verdade que conquistava multidões.

Nos anos 1960 e 1970, a era das duplas sertanejas explodiu: Milionário & José Rico, com suas vozes potentes e marcantes, trouxeram emoção digna de novela mexicana. José Rico, aliás, ficou conhecido como “garganta de ouro” pelo timbre forte. As harmonias vocais se sofisticaram, assim como os arranjos – já não era só viola, agora tinha sanfona, guitarra e até metais. Mas calma lá: o sertanejo ainda falava de saudade, paixão e da boiada perdida.

A virada mesmo veio nos anos 1980, quando Chitãozinho & Xororó misturaram o sertanejo com influências do pop e do country americano. O timbre agudo de Xororó virou referência: quem nunca tentou alcançar aquelas notas em “Evidências”? Não foi só ele: Zezé Di Camargo & Luciano também apostaram em vozes mais limpas e melodiosas, que agradaram tanto quem curtia a roça quanto os urbanos de terno e gravata. O sertanejo começava a conquistar o Brasil inteiro, e as vozes seguiam se adaptando a um público cada vez mais diverso.

Nos anos 1990 e 2000, a onda sertaneja universitária chega com força total. Jorge & Mateus, João Bosco & Vinícius e Luan Santana trouxeram um frescor pop, e as vozes ganharam um tom mais leve, quase “clean de balada”. Se antes a sofrência era gritada nas alturas, agora ela vinha embalada em melodias fáceis de cantar junto no carro ou no churrasco. Os graves de Jorge e o falsete afinado de Luan Santana mostraram que o sertanejo pode ser dançante, romântico e até um pouco “good vibes”.

Chegando na década de 2010 e na atualidade, as mulheres finalmente tomaram de vez o protagonismo das vozes sertanejas. Simone & Simaria, Maiara & Maraísa, Marília Mendonça (eterna rainha da sofrência) trouxeram novas nuances ao estilo, equilibrando força, emoção e, claro, aquela pitada de empoderamento. As vozes femininas conquistaram o topo das paradas, quebrando estereótipos e mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser – inclusive, no topo das playlists de todo mundo.

Em 2025, o sertanejo é uma mistura vibrante de todos esses estilos e vozes: do grave profundo ao agudo estridente, do solo de viola ao beat eletrônico. Cantores como Gusttavo Lima, Zé Neto & Cristiano e Ana Castela continuam inovando, seja nos arranjos, seja na interpretação vocal. As vozes sertanejas hoje transitam entre o tradicional e o moderno, encantando tanto quem vive na cidade quanto quem ainda acorda com o cantar do galo. E olha, se depender da criatividade e do carisma dos nossos artistas, o sertanejo ainda vai dar muita voz pra história do Brasil.

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