Você já parou para pensar como a Música Popular Brasileira, a famosa MPB, se reinventou ao longo das décadas? Pois é, se a MPB fosse uma pessoa, provavelmente teria uma coleção invejável de looks, estilos e histórias para contar num churrasco de domingo. Desde as serenatas românticas dos anos 50 até os beats modernos de 2025, a MPB é um verdadeiro espelho do Brasil: multifacetada, criativa e cheia de gingado.
Nos anos 1950, a MPB começou a ganhar forma com o samba-canção embalando corações apaixonados nas rádios. Foi nessa época que nomes como Dolores Duran, Dick Farney e Maysa deram voz aos sentimentos de uma geração. Mas foi no fim dessa década que a Bossa Nova, com João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, revolucionou tudo, trazendo aquele violão sussurrado que até hoje faz qualquer um querer tomar um café em Copacabana.
Nos anos 1960, a MPB não só cresceu como também ganhou espírito de luta. O movimento da Tropicália, encabeçado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes, misturou guitarra elétrica com berimbau, Beatles com baião, e mostrou que música também é atitude política. Paralelamente, Chico Buarque, Nara Leão e Elis Regina consolidaram o estilo com letras afiadas e engajadas, resistindo à ditadura militar com melodias que embalaram muitos protestos (e festas também, porque ninguém é de ferro).
Entrando nos anos 1970, a MPB continuou seu caminho de resistência. Nas festas, só dava Tim Maia, Jorge Ben Jor e Rita Lee, que trouxeram uma pegada mais suingada, funk e soul à música brasileira. Milton Nascimento e o Clube da Esquina, em Minas Gerais, mostraram que a MPB também podia ser introspectiva e poética, e não faltaram experimentações, misturas com o rock progressivo e influências internacionais.
Chegando nos anos 1980, a MPB abriu espaço para uma nova safra, agora dialogando com o pop rock. Titãs, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Marina Lima misturaram guitarra elétrica, sintetizadores e letras que falavam sobre o cotidiano urbano. Enquanto isso, Cazuza e Barão Vermelho traziam poesia e rebeldia, mostrando que a MPB podia ser contestadora e romântica ao mesmo tempo.
Nos anos 1990, a MPB se misturou ainda mais. Marisa Monte, Djavan, Lenine e Chico Science apresentaram um som híbrido, misturando maracatu, samba, funk, rock e eletrônico. O movimento Manguebeat, surgido em Recife, colocou o Nordeste no mapa da música alternativa, mostrando que a MPB era, na verdade, uma grande mistura democrática de ritmos e culturas.
Já nos anos 2000, a internet virou a mesa. Artistas independentes como Mallu Magalhães, Céu e Vanessa da Mata ganharam destaque nas playlists digitais, e a MPB provou que sabia sobreviver e se adaptar a qualquer cenário. A mistura com rap, hip hop e música eletrônica ficou ainda mais evidente, tornando a música brasileira cada vez mais plural.
E agora, em 2025, a MPB está mais viva do que nunca, dançando conforme a música das redes sociais. Novos artistas como Ana Frango Elétrico, Liniker, Rubel e Duda Beat transformaram o gênero com letras sobre diversidade, amor moderno e questões sociais, enquanto clássicos como Caetano, Gil e Gal seguem sendo referência. Hoje, a MPB é ouvida do TikTok às rodas de samba, das trilhas sonoras de novelas a festivais internacionais, provando que é impossível colocar a Música Popular Brasileira em uma caixinha só.
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