A Ciência Por Trás Do Mapa Astral: É Real?

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Você já parou para pensar por que tantas pessoas estão sempre querendo saber o próprio mapa astral? Seja para entender aquele crush misterioso do signo de escorpião, seja para justificar o drama do mercúrio retrógrado ou apenas para dar aquela espiadinha no que os astros reservam para o futuro, o mapa astral virou febre. Mas, afinal de contas, existe mesmo alguma ciência por trás dessa história toda, ou estamos apenas navegando nas estrelas da imaginação? Prepare-se, porque vamos mergulhar de cabeça nesse universo – e prometo que não precisa ser pisciano para se sentir em casa!

Vamos começar pelo básico: o que é um mapa astral? Em termos simples (e sem precisar de telescópio!), o mapa astral nada mais é do que uma espécie de “selfie” do céu no exato momento do seu nascimento. Ele mostra a posição dos planetas, do Sol e da Lua, tudo alinhado bonitinho segundo a astrologia, que acredita que esses posicionamentos influenciam nossa personalidade, relacionamentos e até nosso destino. Você pode até dar aquele print no seu mapa, mas será que isso faz sentido cientificamente?

Primeiro, vale lembrar que a astrologia não é considerada uma ciência pela comunidade científica. Isso mesmo! Por mais popular que seja (e olha que é popular, hein?), ela não segue os critérios básicos do método científico, como testabilidade, reprodutibilidade e falseabilidade. Ou seja, não dá para fazer experimentos controlados que comprovem, de maneira objetiva e empírica, que os astros afetam nossa vida da forma que a astrologia propõe.

A ciência, especialmente a astronomia (prima nerd e certinha da astrologia), já mostrou que os planetas estão muito, mas muito longe da Terra. A força gravitacional ou qualquer outro tipo de influência física exercida por eles sobre nós é praticamente nula. Por exemplo: segundo cálculos feitos com base na física newtoniana, a força gravitacional que o planeta Marte exerce sobre você no momento do seu nascimento é menor do que a força que o obstetra ao seu lado exerce! Ou seja, se alguém merece crédito pelo seu temperamento explosivo, talvez seja o médico do parto, não Marte.

Além disso, diversos estudos científicos tentaram, ao longo das décadas, encontrar evidências que sustentassem as afirmações da astrologia. Um dos mais conhecidos é o trabalho do físico Shawn Carlson, publicado na revista Nature em 1985. O estudo envolveu astrólogos profissionais e voluntários para tentar correlacionar mapas astrais com perfis psicológicos, mas os resultados foram negativos: os acertos não passaram do esperado por mero acaso.

Outro ponto interessante: os signos do zodíaco foram definidos há mais de dois mil anos, mas devido ao fenômeno da precessão dos equinócios (um movimento lento de inclinação no eixo da Terra), as posições dos signos já não correspondem mais às constelações originais do céu. Ou seja, o Sol já não está em “Áries” quando você, ariano raiz, sopra velinhas em abril. E se você ficou chocado, bem-vindo ao clube!

Dito tudo isso, por que então tanta gente continua acreditando no poder do mapa astral? A resposta está, em parte, no nosso desejo natural de buscar significado, pertencimento e autoconhecimento. O conteúdo dos mapas astrais, assim como os horóscopos, usa declarações amplas e vagas, conhecidas como efeito Forer. Esse fenômeno psicológico faz com que as pessoas enxerguem descrições genéricas como incrivelmente precisas sobre suas vidas. É o famoso “como adivinharam que eu sou sensível, mas reservado, adoro festas (mas às vezes prefiro ficar em casa) e tenho uma veia artística?”

Ainda assim, não dá para negar: fazer o mapa astral é divertido, rende ótimos papos e, quem nunca, já usou como desculpa para aquela discussão no trabalho (“foi culpa do meu ascendente em gêmeos, juro!”). E, para além do rigor científico, a astrologia pode servir como ferramenta de autoconhecimento e reflexão, desde que não seja usada para tomar decisões importantes ou substituir opiniões profissionais.

Agora, se você ficou curioso e quer mergulhar ainda mais fundo nesse universo, que tal ouvir uma playlist inspirada nos signos enquanto explora outros conteúdos fascinantes? O Soundz (https://soundz.com.br) está te esperando: é plataforma de streaming de música grátis, onde você escuta músicas, cria playlists e ainda se informa com uma revista digital completa sobre os mais variados assuntos. Vem descobrir qual trilha sonora combina com o seu mapa astral (científico ou não)!

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