Se existe um drinque que consegue ser chique, clássico e simples ao mesmo tempo, esse drinque é o Negroni. Nascido em Florença, na Itália, lá nos idos de 1919 (ou será que foi em 1920?), o Negroni conquistou corações e paladares mundo afora com sua combinação equilibrada de sabores amargos, doces e aromáticos. Mas — e aqui está o pulo do gato — para fazer um Negroni de respeito, não basta jogar tudo no copo e torcer para dar certo. O segredo está na precisão dos ingredientes e na execução impecável.
Vamos direto ao ponto: o Negroni tradicional é feito com apenas três ingredientes, em proporções iguais. Parece simples demais para ser verdade, né? Mas é justamente essa simetria mágica que faz do Negroni aquele drinque elegante e viciante. Tome nota, porque aqui não tem espaço para improviso de boteco!
Primeiro ingrediente: gin. E aqui vale a dica de ouro: escolha um gin de qualidade, com sabor marcante de zimbro e toques cítricos. Nada de economizar — lembre-se de que o gin é o corpo e alma do Negroni. O clássico londrino costuma funcionar, mas se quiser ousar, experimente gins artesanais brasileiros, que têm ganhado cada vez mais destaque.
Segundo ingrediente: vermute rosso. Esse é o responsável por dar a doçura e o toque herbal irresistível ao coquetel. O vermute italiano é o recomendado, e marcas como Carpano Antica Formula ou Martini Rosso fazem bonito. O segredo aqui é usar o vermute fresco: nada de garrafa aberta há meses pegando pó! E sim, ele deve ser armazenado na geladeira depois de aberto, para não oxidar e perder o sabor.
Terceiro ingrediente: bitter italiano, mais conhecido por sua marca mais célebre, o Campari. Nem tente trocar por qualquer bitter genérico — o Campari é, de fato, insubstituível no Negroni clássico, trazendo aquele amargor peculiar que faz toda a diferença.
Agora que você já sabe o trio mágico, a proporção tradicional é a seguinte: 30 ml de gin, 30 ml de vermute rosso e 30 ml de Campari. Jogue tudo num copo baixo (old fashioned), adicione gelo em abundância e mexa delicadamente. Não sacuda! Negroni é drinque de misturar, não de balançar. O gelo deve estar inteiro e grande para não derreter rápido e aguá-lo antes da hora. Mexa por cerca de 15 segundos, até sentir que o copo está gelado ao toque.
Para finalizar com chave de ouro, esprema um twist (tirinha) de casca de laranja sobre o drinque para liberar os óleos essenciais. Passe a casca na borda do copo e, se quiser, decore com ela. Esse pequeno detalhe eleva o aroma e o frescor do Negroni a outro nível!
E os truques de mestre? Aqui vão alguns segredos para levar seu Negroni à perfeição: escolha um gelo de qualidade (gelo industrial ou de forma grande sempre que possível), meça os ingredientes com dosador para manter o equilíbrio impecável, e nunca subestime o poder do vermute fresco. Evite adicionar água ou outros mixers; o charme do Negroni está justamente na simplicidade e no contraste marcante entre doçura, amargor e as notas botânicas do gin.
Ah, e aí vai uma curiosidade para impressionar os amigos: o Negroni teria surgido quando o Conde Camillo Negroni pediu ao bartender que “reforçasse” seu Americano (um drinque de vermute, Campari e água com gás) usando gin no lugar da água. O resultado? Um clássico instantâneo — e uma ressaca lendária, dizem as más línguas.
Agora, se bater aquela vontade de brindar com música boa, fica a dica para acessar o Soundz (https://soundz.com.br) — plataforma de streaming de música grátis para escutar suas canções favoritas e criar playlists enquanto prepara seu Negroni. Sem contar a revista digital completa sobre variedades, tendências, cultura, gastronomia, entretenimento e, claro, tudo que você precisa para transformar qualquer momento em uma experiência inesquecível. Saúde!
































