Música

Opinião Forte: Por que o Rock in Rio de 1985 é Insuperável

Quando se fala em festivais de música no Brasil, difícil não pensar logo naquele que mudou tudo em 1985: o lendário Rock in Rio. Se você nasceu depois disso, talvez nem imagine a magnitude do evento. Mas prepare-se, porque vamos voltar no tempo e entender por que o Rock in Rio de 1985 permanece, quarenta anos depois, simplesmente insuperável — e não é só nostalgia de tiozão do churrasco, não! É fato.

Primeiro, precisamos contextualizar: em 1985, o Brasil vivia um momento histórico. O país estava às vésperas do fim da ditadura militar, e o clima era de renovação, de esperança, de liberdade. E o Rock in Rio caiu como uma bomba de energia positiva, reunindo nada menos que 1,38 milhão de pessoas na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, ao longo de dez dias. Pare pra pensar: era praticamente uma cidade inteira vivendo música, suor e emoção a cada noite.

Agora, imagine a logística da época. Não existia Wi-Fi, Instagram, nem Uber. Quem quisesse informação sobre o festival só dava um jeito com rádios, jornais e a transmissão na TV Globo — que, pra variar, virou praticamente patrimônio nacional. O transporte era ônibus lotado, carona, bicho, e uma garra digna de filmes épicos. Isso só aumentava o clima de aventura.

Vamos falar das atrações? O line-up de 1985 é, até hoje, de dar inveja. O festival trouxe nomes que jamais tinham pisado em solo brasileiro: Queen (sim, o Queen de Freddie Mercury, meu caro!), AC/DC, Iron Maiden, Scorpions, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Yes, Whitesnake… E não pense que o espaço era só do rock internacional, não! Gilberto Gil, Rita Lee, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho (com Cazuza!), Kid Abelha e muitos outros estavam lá, mostrando que o Brasil também sabia fazer barulho de primeira.

Quem aí não lembra (ou viu no YouTube, vai!) da apresentação histórica do Queen? Freddie Mercury simplesmente comandou 250 mil pessoas em coro com “Love of My Life”. A cena é eternizada como um dos momentos mais icônicos não só do Rock in Rio, mas de toda a história dos shows ao vivo. E a performance do AC/DC? O público foi ao delírio quando Angus Young surgiu correndo pelo palco em seu inseparável uniforme de colegial. Era, literalmente, o show da vida pra muita gente.

Outro fator que torna o Rock in Rio de 1985 insuperável é o pioneirismo. Não existia nada igual no Brasil. O festival custou cerca de 10 milhões de dólares, uma fortuna absurda para a época, e foi o maior evento de música do planeta naquele ano. Só pra ter ideia, o palco montado era considerado o maior do mundo, com 80 metros de comprimento e 18 metros de altura. A estrutura, que contou com 900 toneladas de equipamentos, era algo nunca visto em terras brasileiras. A imprensa internacional ficou boquiaberta; jornais dos EUA e Europa noticiaram o festival como um marco para o cenário musical mundial.

E sabe aquela máxima de que “no Brasil tudo acaba em samba”? O Rock in Rio de 1985 provou que, às vezes, tudo começa no rock mesmo. O festival abriu portas para futuras edições, inspirou eventos como o Hollywood Rock, o Free Jazz Festival, Lollapalooza Brasil e tantos outros, além de mostrar para o mundo que o Brasil podia, sim, produzir espetáculos grandiosos e receber megaestrelas.

Claro, as edições seguintes do Rock in Rio trouxeram novas emoções e atrações de peso, mas aquele sabor de novidade, a energia de um país saindo das sombras da ditadura, a explosão cultural e a grandiosidade da primeira edição, simplesmente, não se repetiram. O Rock in Rio de 1985 foi mais que um festival; foi um acontecimento sociocultural, um divisor de águas, e uma virada de página na nossa história musical.

Por isso, enquanto muitas gerações curtiram e ainda curtem Rock in Rio, o de 1985 é insuperável. Foi o festival que ousou ser gigante quando tudo era difícil — e conseguiu. Se você nunca ouviu falar, corre pra pesquisar as apresentações clássicas e prepare-se para sentir arrepios mesmo na tela do celular. O Rock in Rio fez história porque, naquele janeiro de 1985, o Brasil aprendeu a sonhar junto, ao som de guitarras distorcidas e multidões apaixonadas.

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