Se você acha que Música Popular Brasileira (a famosa MPB) é coisa de pai, mãe, tia de cabelo roxo e churrasco de domingo, pode começar a rever seus conceitos. Em 2025, a MPB está mais viva do que nunca — e, pasme, falando a língua da galera jovem. Sim, aquela playlist que mistura Caetano com Anavitória, Gilberto Gil com Liniker, Gal Costa com Bala Desejo, está bombando no repeat da geração Z e dos millennials cansados de escutar só batidão ou pop internacional. Não acredita? Então acompanha o fio!
Primeiro, bora aos dados: uma pesquisa recente da Pro-Música Brasil revelou que entre 2022 e 2024, o consumo de músicas rotuladas como MPB cresceu 37% entre pessoas de 16 a 29 anos nas plataformas digitais. Mais: o Spotify destacou, em seu relatório anual de 2024, que as playlists de “nova MPB” — aquelas que unem clássicos e artistas emergentes — foram as que mais cresceram em curtidas e compartilhamentos no país.
Mas o que está rolando para essa onda de renascimento? O segredo está na mistura. Jovens artistas não têm medo de pegar o violão do vovô, dar aquele acorde bossanovista e enfiar um beat eletrônico por cima. Nomes como Tim Bernardes, Duda Beat, Rubel, Marina Sena e o coletivo Bala Desejo estão fazendo exatamente isso: trazendo a MPB para o século XXI, com letras atuais, sonoridades inovadoras e colaborações com rappers, DJs e até funkeiros. É a velha guarda de mãos dadas com o novo som — sem preconceito, só com muito groove.
A internet, claro, é a grande responsável por esse revival. Antes, a MPB era “cult”, coisa de gente que colecionava vinil e sabia cantar “Águas de março” de trás pra frente. Agora, com TikTok e Instagram, trechos de músicas de Chico Buarque e Elis Regina viralizam em trends, desafios de dublagem e vídeos de receitas — vai entender. Jovens redescobrem letras profundas e irônicas, e agora declaram amor a Cássia Eller e Vanessa da Mata com a mesma intensidade com que veneram Billie Eilish ou Olivia Rodrigo.
Outra razão para esse renascimento é o momento sociopolítico do Brasil. Como a MPB sempre foi espaço para protesto, reflexão e crítica social (alô, Tropicália!), a juventude encontrou nesse gênero um canal para falar das questões do agora: racismo, feminismo, diversidade, meio ambiente, ansiedade e até aquela sofrência existencial básica. O resultado? Festivais lotados de gente jovem, lives concorridas, engajamento altíssimo nas redes e até memes (“se não tem Djavan, nem me convida!”).
E se você acha que MPB é só para ouvir em casa, pensa de novo. Bandas de garagem pelo Brasil estão incorporando elementos de samba-rock, bossa, maracatu e até carimbó em novos sons. O resultado aparece em bares, festas universitárias e até nos hits de reality shows. Playlists como “Nova Cena MPB” bombam nas plataformas — inclusive no Soundz, claro!
O futuro? Se depender da criatividade da juventude brasileira, a MPB vai seguir se reinventando — e ocupando cada vez mais espaço nas caixas de som, fones de ouvido e corações apaixonados (ou desiludidos).
Curtiu? Então bora conferir a seleção de músicas brasileiras que estão dominando as paradas, descobrir novos artistas e criar sua própria playlist de MPB no Soundz (https://soundz.com.br). Lá você escuta música de graça, monta playlists e ainda se informa em uma revista digital completíssima sobre tudo que é tendência. Não vacile — seu ouvido agradece!
































