Música

momentos inesquecíveis do rock brasileiro nos festivais

Quando falamos de rock brasileiro, é quase impossível não imaginar multidões pulando e cantando em uníssono sob um céu aberto, guitarras distorcidas ecoando entre palcos históricos, e aquela energia tão característica dos festivais nacionais. Ao longo das décadas, o Brasil foi palco de momentos inesquecíveis que ficaram marcados tanto na memória dos fãs quanto nas páginas da nossa história musical. Bora embarcar nessa viagem sonora pelos melhores e mais icônicos momentos do rock brasileiro em festivais? Pode preparar a jaqueta de couro e o cabelo desgrenhado, porque essa trilha é puro rock’n’roll!

Tudo começou a ganhar contornos épicos nos anos 80, mais precisamente no lendário Rock in Rio de 1985. Mesmo com Queen, AC/DC e Iron Maiden no line-up, foi o Barão Vermelho que roubou a cena ao lado de Cazuza, com um “Pro Dia Nascer Feliz” que virou hino coletivo para 250 mil pessoas. O momento foi tão intenso que muita gente jura ter sentido o solo da Cidade do Rock tremer! Ainda no mesmo festival, o Paralamas do Sucesso mostrou que a mistura de rock com ska e reggae tinha tudo para dar certo em solo brasileiro – e não é que deu mesmo?

Avançando para 1991, em pleno Hollywood Rock, o Titãs subiu ao palco com a energia de quem sabia que estava marcando época. Era o auge do álbum “Õ Blésq Blom” e a banda fez o público pular com clássicos como “Flores” e “Polícia”, transformando o Anhembi em um verdadeiro caldeirão. E quem estava lá jura: nunca viu tanta camisa xadrez junta num único lugar – grunge brasileiro raiz!

Nos anos 2000, o Planeta Atlântida virou sinônimo de mistura de tribos, e o Charlie Brown Jr. fez um dos shows mais lembrados de todos os tempos. O saudoso Chorão colocou todo mundo pra voar com “Zóio de Lula”, e fez história com aquela energia caótica que só ele sabia criar. Saudades eternas desse ícone que botava até o mais tímido pra cantar junto.

E falando em marcos, impossível deixar de citar o reencontro dos Los Hermanos no Festival SWU, em 2010. A apresentação foi um dos assuntos mais comentados do ano; tinha gente chorando, abraçando desconhecidos e até tentando ligar pra ex só pra compartilhar a nostalgia. O “Anna Júlia” ecoou como nunca e o SWU entrou para a história como palco de um dos grandes reencontros do rock brazuca.

Os festivais também foram palco de grandes surpresas e protestos. O Ratos de Porão, sempre irreverente, aproveitou o Abril Pro Rock, em 1998, para protestar contra a censura e a corrupção, deixando a plateia em polvorosa. Já o Raimundos, no Rock in Rio de 2001, fez questão de mostrar que o rock nordestino tinha força – e muito batuque, pra ninguém ficar parado.

E se tem alguém que gosta de surpreender, é o Skank. No Rock in Rio de 2011, Samuel Rosa e companhia trouxeram um show recheado de hits, mas foi a performance de “Garota Nacional” que fez o público virar um coral gigante, daqueles de arrepiar até quem estava só acompanhando pela TV.

Por fim, não podemos esquecer a nova geração. Em 2022, o Terno Rei e a banda Fresno mostraram no Lollapalooza que o rock nacional ainda pulsa forte. A Fresno, inclusive, fez um dueto histórico com Lulu Santos em “Toda Forma de Amor”, provando que o rock brasileiro sempre soube se reinventar sem perder a essência.

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