Música

Os detalhes mais chocantes do documentário “20 Feet from Stardom”

Prepare-se, porque vamos mergulhar nos bastidores de um dos documentários mais impactantes do universo musical: “20 Feet from Stardom”. Se você acha que já viu tudo sobre a indústria da música, é justamente aí que este filme pega você de surpresa – e emociona, revolta, faz rir e chorar. Lançado originalmente em 2013 e vencedor do Oscar de Melhor Documentário, esse longa dirigido por Morgan Neville vai muito além dos holofotes: ele ilumina aquelas vozes poderosíssimas que, por décadas, ficaram a meros “6 metros” da fama, mas dificilmente tiveram o reconhecimento merecido.

O documentário gira em torno da trajetória de backing vocals lendárias, nomes como Darlene Love, Merry Clayton, Lisa Fischer, Tata Vega e Judith Hill. Se você nunca ouviu falar delas, é justamente esse o ponto! Elas são as responsáveis por dar vida, emoção e energia a hits que todos nós amamos, mas quase sempre ficam no anonimato enquanto os astros principais brilham na linha de frente. Spoiler: sem essas mulheres, muitos clássicos simplesmente não teriam o mesmo impacto.

Entre os detalhes mais chocantes revelados pelo documentário, está a história de Merry Clayton. Talvez você nem saiba, mas aquela voz arrasadora em “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones, é dela. A gravação aconteceu de madrugada, com Clayton grávida e chamada às pressas para o estúdio. Ela entregou uma performance tão explosiva que até Mick Jagger ficou boquiaberto – e a lenda diz que seu esforço naquela noite foi tão extremo que ela acabou sofrendo um aborto espontâneo logo depois. Esse momento, além de arrebatador, é uma triste lembrança sobre os sacrifícios invisíveis dessas artistas.

Outro momento impressionante é a revelação sobre como as backing vocals, especialmente as mulheres negras, eram frequentemente sabotadas pela indústria. Darlene Love, por exemplo, gravou inúmeros sucessos nos anos 1960 que foram lançados creditados a outros grupos, por pura jogada comercial. Ela chegou ao fundo do poço, trabalhou limpando casas para sobreviver, até decidir dar a volta por cima e retomar seu lugar no palco – uma virada que inspira qualquer um a nunca desistir.

Lisa Fischer é outro caso digno de nota (e de replay no YouTube). Com uma voz de tirar o fôlego, ela venceu um Grammy na década de 1990, mas escolheu conscientemente continuar nos bastidores, priorizando o amor pela música ao invés do estrelato. O documentário mostra como ela encontrou sua própria definição de sucesso, provando que felicidade e fama nem sempre andam juntas – e que brilho próprio não depende de holofote.

O filme também expõe, de maneira chocante, como a indústria musical é cruelmente seletiva. Muitas dessas vocalistas tentaram carreira solo e esbarraram em portas fechadas, apesar de seu talento inegável. Ouvimos relatos de produtores dando desculpas esfarrapadas (“não é comercial”, “não tem o perfil”) ou simplesmente ignorando trabalhos autorais inovadores. O choque maior é perceber que, enquanto todos se emocionam com os refrões imortalizados por essas vozes, poucos sabem seus nomes ou reconhecem seus rostos.

“20 Feet from Stardom” vai além de contar histórias: ele confronta o espectador. Afinal, quantas vezes você prestou atenção àquelas vozes que arrepiam na sua música preferida? O documentário oferece cenas de bastidores com Bruce Springsteen, Sting, Stevie Wonder e Mick Jagger, todos reverenciando essas cantoras – mas também admitindo que o estrelato é, em parte, uma questão de sorte cínica, marketing e timing.

O impacto do documentário foi tão profundo que gerou um movimento de revalorização dos backing vocals, com alguns finalmente recebendo convites para shows próprios e tributos. Algumas das protagonistas redescobriram seu espaço, ganharam novos fãs e, principalmente, tiveram suas histórias finalmente contadas com dignidade.

No fim das contas, os detalhes mais chocantes de “20 Feet from Stardom” são justamente aqueles que nos fazem questionar por que talentos tão gigantescos passaram tanto tempo à sombra. O filme é uma ode à resiliência, ao amor pela música e àquelas vozes que fazem a trilha sonora da nossa vida – mesmo que a gente nem perceba.

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