Música

As Melhores Críticas Políticas nas Músicas deste Ano

Quando pensamos em música, logo vêm à mente melodias contagiantes, letras que grudam e videoclipes de tirar o fôlego. Mas a verdade é que, em 2025, a trilha sonora do mundo ganhou ainda mais um papel de protagonista: o de crítica política afiada, direta e, às vezes, até debochada. Sim, a música virou um verdadeiro microfone aberto para artistas que querem, com notas e versos, cutucar políticos, criticar sistemas e dar voz ao que muita gente sente, mas nem sempre consegue expressar. Então, se você é daqueles que acredita que a arte pode, sim, mudar o mundo (ou pelo menos dar um chacoalhão), prepare-se para um tour musical pelas melhores críticas políticas nas músicas lançadas neste ano.

De cara, impossível não falar de Kendrick Lamar, que em 2025 lançou mais uma pérola para a coleção: “United We Stand, Divided We Scroll”. A canção já bateu recordes de streaming e se tornou trilha de protestos nos Estados Unidos e na Europa. Kendrick mistura beats modernos com samples de discursos históricos e, sem meias palavras, faz um raio-x das redes sociais na polarização política. O refrão “We’re not voting, we’re emoting” (“Não estamos votando, estamos só reagindo”) viralizou nos trends do TikTok e abriu debates acalorados sobre ativismo digital x ação concreta.

Do outro lado do Atlântico, a banda britânica Idles soltou “The Queen’s Speech Therapy”, uma crítica mordaz à monarquia, à gentrificação e ao aumento do custo de vida no Reino Unido. A faixa carrega aquela energia punk suada, com guitarras raivosas e versos como “The rent goes up, the hope goes down, the crown just smiles, wears her gown”. O álbum, aliás, entrou para o topo das paradas e foi citado no Parlamento local — sim, políticos discutindo letra de música, quem diria!

Aqui no Brasil, Emicida voltou com tudo ao lançar “Mandinga para os Dias de Cinza”, faixa que já nasceu clássica. O rapper paulista, sempre afiado, faz uma crônica dos desafios sociais pós-pandemia, com direito a críticas ao descaso político e homenagens aos movimentos periféricos. “A esperança não cabe na urna de quem só promete”, diz um dos versos que já virou estampa de camiseta e hashtag nas redes. A música figurou entre as mais ouvidas do país e levantou o debate sobre representatividade e participação política.

Na mesma vibe de resistência, a cantora espanhola Rosalía surpreendeu em sua colaboração com o rapper porto-riquenho Residente, em “Fronteras de Papel”. A música aborda as crises migratórias na Europa e nas Américas, usando samples de reportagens reais e áudios de vozes de imigrantes. O resultado foi uma obra tocante e impactante, que conquistou não só fãs de música, mas também ativistas e ONGs pelo mundo, chegando a ser usada em campanhas humanitárias.

Não dá para falar de 2025 sem citar Childish Gambino, que depois de um hiato retornou com “Surveillance State of Mind”. No melhor estilo de crítica social, a música mistura elementos de funk eletrônico, trap e jazz, para denunciar o aumento da vigilância digital e os riscos para a privacidade civil. “Big Brother got bigger now, watching every click and sound”, ironiza Donald Glover, deixando no ar a pergunta: quem está vigiando os vigilantes?

E engana-se quem pensa que a crítica ficou só no rap, punk ou pop alternativo. O country norte-americano também entrou na roda com Kacey Musgraves e sua “Red, White & Bruised”, uma balada carregada de ironia sobre o sonho americano e as divisões políticas pós-eleição. A canção foi parar nas playlists até de quem nunca ouviu country na vida, mostrando que, quando o assunto é política, a música rompe até os muros dos estilos musicais.

O fato é que, em 2025, artistas de todos os cantos e gêneros não têm poupado criatividade (e coragem) para colocar o dedo na ferida. E isso é bom: quanto mais pluralidade nas críticas, mais chance de despertar o senso crítico em quem escuta. Afinal, se música é trilha de vida, que seja também trilha de resistência, debate e transformação. Então, enquanto a próxima faixa não começa, bora compartilhar essas pérolas, montar playlists temáticas e, quem sabe, transformar o mundo — nem que seja um pouco — ao som de versos afiados.

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