Música

“Por Onde Andam os Cantores de Axé dos Anos 90?”

Se você viveu os anos 90 no Brasil, com certeza dançou – mesmo que sem querer – ao som de axé nas festas, na praia ou até lavando a louça. Hits como “O Canto da Cidade”, “Festa”, “Eva” e “Arerê” não apenas dominaram as paradas, como também se tornaram trilha sonora oficial dos verões tupiniquins (e das coreografias que até hoje assombram casamentos e formaturas). Mas, afinal, por onde andam os cantores de axé dos anos 90? Vamos embarcar juntos nessa viagem nostálgica e descobrir o que aconteceu com os ícones que faziam multidões pularem atrás do trio elétrico, além de revelar curiosidades recentes sobre suas carreiras e vidas!

Começando por uma rainha incontestável: Daniela Mercury. Em 1992, ela revolucionou o axé com “O Canto da Cidade” e se tornou símbolo do movimento. Três décadas depois, Daniela continua extremamente ativa. Além de lançar álbuns que exploram desde a MPB até a música eletrônica, ela também se engajou fortemente em causas sociais e políticas, especialmente na luta pelos direitos LGBTQIAPN+. Em 2023, Daniela lançou “Baiana”, álbum com parcerias internacionais – provando que seu axé não tem prazo de validade. Ah, e ela ainda arrasta multidões no Carnaval de Salvador!

E por falar em Carnaval, é impossível não lembrar de Ivete Sangalo, que começou sua trajetória no Banda Eva, nos anos 90. Depois de hits como “Arerê” e “Beleza Rara”, Ivete partiu para carreira solo em 1999 e, de lá pra cá, virou praticamente uma instituição nacional. Além de acumular Grammys Latinos e recordes de público (inclusive na Europa), Ivete apresentou programas de TV, como “The Masked Singer Brasil”, e segue lançando músicas novas quase todo mês. Seu último projeto, “Chega Mais”, lançado em 2024, trouxe feats inusitados com artistas pop e rendeu milhões de streams.

Quem também deixou sua marca foi Márcio Victor, do Psirico, que eternizou o “Lepo Lepo” (ok, esse hit é dos anos 2010, mas a banda é cria dos anos 90!). Márcio permaneceu fiel ao axé, mas também inovou, misturando ritmos do pagode baiano com funk e até trap. Recentemente, participou de festivais internacionais e firmou parcerias com artistas africanos, mostrando que o axé é realmente universal.

Claudia Leitte começou a despontar no finalzinho dos anos 90 com o Babado Novo, explodindo de vez em 2003. Desde então, trilha uma carreira solo internacional, já tendo participado do Super Bowl e feito duetos com Jennifer Lopez e Pitbull. Nos últimos anos, Claudia apostou em relançar clássicos do axé em versões acústicas e experimentou estilos como o eletrônico, mas sempre com aquele tempero baiano. Em 2024, lançou o álbum “Axé Retrô”, que viralizou nas redes por resgatar coreografias clássicas.

Banda Cheiro de Amor, que nos embalou com “Vai Sacudir, Vai Abalar”, passou por diversas formações. A grande novidade é que Carla Visi, vocalista original, voltou aos palcos em 2023 com uma turnê comemorativa, celebrando os 30 anos do grupo. Ela também participa de projetos sociais e é presença garantida em eventos nostálgicos.

Outro nome que marcou época foi Tatau, eterno vocalista do Araketu. Em 2022, ele se reuniu à banda para uma turnê especial e, desde então, tem se dedicado a projetos solo, além de compor para outros artistas de axé e samba.

Netinho, que emplacou “Milla” e virou hino de praia e micaretas, enfrentou problemas de saúde na última década, mas voltou aos palcos em 2023 após uma recuperação emocionante. Ele tem feito shows pelo Brasil e retomado sua ligação forte com fãs das antigas, mostrando que energia de axé não se perde, só se transforma (e, às vezes, precisa de uns diazinhos de descanso).

Bell Marques, ex-vocalista do Chiclete com Banana, também continuou em evidência. Após sua saída da banda em 2014, lançou carreira solo e segue como um dos artistas mais requisitados do axé, especialmente no Carnaval de Salvador. Além disso, seus filhos Rafa e Pipo Marques dão continuidade ao legado musical da família.

E, claro, temos Carla Perez, ex-dançarina do É o Tchan!, que virou apresentadora, empresária e influencer. Ela e Xanddy, ex-vocalista do Harmonia do Samba, são hoje um dos casais mais midiáticos do axé, com direito a canal no YouTube e participação em reality shows.

Resumindo: se você achou que os cantores de axé dos anos 90 tinham sumido, pode recalibrar o radar! Muitos continuam na ativa, outros renovaram seus estilos ou migraram para projetos diferentes, sem nunca abandonar o gingado e o alto astral característicos do axé. Eles seguiram em frente, mas a trilha sonora da alegria permanece viva – basta dar play.

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