Música

Os Melhores Videoclipes de Tecnobrega da Última Década

Se tem um gênero musical que sabe como misturar emoção, cor, energia e um certo drama próprio dos apaixonados, esse é o tecnobrega. Oriundo do coração pulsante do Pará, o tecnobrega ganhou o Brasil, invadiu playlists, festas e, claro, a internet. Mas se você acha que a experiência se resume só à música, está enganado! Os videoclipes de tecnobrega são verdadeiros espetáculos visuais, cheios de histórias, figurinos extravagantes e muita ousadia estética. Por isso, fizemos uma seleção caprichada dos melhores videoclipes de tecnobrega lançados entre 2016 e 2026, para te provar que essa galera sabe, sim, entregar entretenimento de primeira! Cola com a gente e embarque nesse universo de luzes neon e refrões grudentos.

Para abrir nossa lista com chave de ouro, impossível não mencionar Gaby Amarantos, a diva máxima do tecnobrega. O clipe da música “Sou + Eu”, lançado em 2018, foi um divisor de águas. Gravado em Belém, o vídeo mistura elementos tradicionais da Amazônia com efeitos especiais dignos de Hollywood… ou quase! Em meio a dançarinos, fantasias e aquele colorido típico, Gaby celebra identidade e autoestima. O resultado? Um clipe empoderador que já soma mais de 15 milhões de visualizações no YouTube. E sim, é praticamente impossível assistir e não sair dançando pela casa.

Outro destaque vai para Banda UÓ, que embora transite entre o pop e o tecnobrega, sempre foi referência quando o assunto é inovação visual. O clipe de “Arregaçada”, lançado em 2017, é uma explosão de criatividade: tem coreografias irreverentes, figurinos que desafiam qualquer lógica de moda convencional e aquela pegada debochada que conquistou uma geração inteira. O vídeo não só viralizou no YouTube, como também garantiu presenças da banda em programas nacionais e festivais Brasil afora.

Quem também merece destaque é Joelma, ícone que fez história no Calypso e nos presenteou com videoclipes solos incríveis na última década. O vídeo de “Voando pro Pará”, de 2020, é puro orgulho nortista: gravado com vistas aéreas deslumbrantes dos rios amazônicos, Joelma aparece dançando sobre balsas, rodeada de coreografias sincronizadas e uma vibe contagiante. A produção foi tão caprichada que virou pauta em sites de música e cultura pop pelo país. Não à toa, o clipe se tornou hino de quem sente saudade do Pará, mas mora no Sudeste — ou só queria dançar no rio mesmo.

Não podemos esquecer do fenômeno Pabllo Vittar, que em 2021 trouxe “Ama Sofre Chora”, uma colaboração com sonoridade fortemente inspirada pelo tecnobrega. O videoclipe, dirigido por Giovanni Bianco (sim, o mesmo que já trabalhou com Madonna!), mostra Pabllo em uma produção luxuosa: casamento, drama, lágrimas de glitter e muita dança. A estética brega-chique elevou o gênero a outro patamar, mostrando que dá para ser brega e fashion ao mesmo tempo. O vídeo conquistou dezenas de milhões de views e virou figurinha carimbada nas festas.

Falando em festas, a nova geração do tecnobrega também mostrou serviço. O clipe de “Chama o Batman”, lançado por MC Loma e as Gêmeas Lacração em 2019, é a definição de internet brasileira: memes, piadas, referências à cultura pop e um orçamento enxuto que virou charme. O clipe viralizou no TikTok e mostrou como o tecnobrega está sempre antenado com o que rola no digital, alcançando um público cada vez mais jovem.

Para fechar com chave de ouro, impossível não citar o projeto “Treme Terra”, encabeçado pelo DJ Waldo Squash em 2024. O clipe da faixa “Noite de Brega”, gravado em um galpão transformado em pista de dança, reúne grandes nomes do tecnobrega para um verdadeiro baile audiovisual. Luzes, lasers, projeções e aquela mistura única de tradição e modernidade que só o tecnobrega sabe fazer. O vídeo é uma homenagem ao movimento e já virou referência para quem quer entender a potência cultural desse gênero.

Resumindo: o tecnobrega, além de dominar as caixas de som e playlists, conquistou também o universo dos videoclipes. Seja com grandes produções ou vídeos caseiros cheios de criatividade, o gênero mostrou que sabe se reinventar e dialogar com diferentes públicos. E, se depender desses artistas incríveis, ainda vamos dançar — e nos emocionar — muito ao som (e à imagem) do tecnobrega.

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