Música

“As Bandas de Axé Mais Influentes da História”

Se você viveu no Brasil durante qualquer verão dos anos 1990 ou 2000, é praticamente impossível que não tenha sido contagiado por aquele ritmo que invade praias, festas e até mesmo trilhas de trilhões de blocos de Carnaval: o Axé! Nascido e criado na Bahia, esse gênero musical é muito mais do que sinônimo de folia – é cultura, resistência, e, claro, responsável por hits que grudam na cabeça como glitter em abadá. Mas, afinal, quem são as bandas de axé mais influentes da história? Prepare-se para uma viagem cheia de swing, nostalgia e curiosidades que vão mexer com a sua memória afetiva (e com a sua vontade de dançar).

Quando falamos de axé, impossível não começar com o Chiclete com Banana. Fundado em 1980, o grupo ajudou a transformar o Carnaval de Salvador numa experiência elétrica – literalmente. Eles popularizaram o trio elétrico e puxaram multidões com músicas que atravessaram gerações, como “Diga Que Valeu”, “100% Você” e “Chicleteiro eu, chicleteira ela”. Com Bell Marques à frente, até quem não gostava de axé se pegava cantando (ou pelo menos gritando “Chicleteee!” na avenida). A importância do Chiclete com Banana vai além do repertório: a banda foi pioneira no modelo de blocos independentes e consolidou o axé como potência nacional.

Outro nome que não pode faltar nessa lista é a Banda Eva. Fundada em 1977, mas eternizada nos anos 90 com Ivete Sangalo nos vocais, a Banda Eva é responsável por transformar micaretas em verdadeiras maratonas de hits. “Beleza Rara”, “Eva” e “Vem Meu Amor” são clássicos que sobrevivem em playlists até hoje. O sucesso da banda serviu de trampolim para Ivete, que se tornou uma das maiores artistas do país (e, convenhamos, quem nunca ouviu aquela multidão gritando “Ivete, te amo!” não viveu o axé direito).

Falando em mulheres poderosas, como não citar o Asa de Águia? Ok, a banda é liderada por Durval Lelys, mas o grupo merece destaque pelo carisma irresistível e pela capacidade de fazer qualquer multidão tirar o pé do chão ao som de “Dança do Vampiro”, “Quebra Aê” e “Com Amor”. Fundado em 1987, o Asa de Águia expandiu os horizontes do axé além do Carnaval, sendo presença obrigatória em festas universitárias, micaretas e, claro, playlists de verão. E vamos combinar: não existe quem resista ao convite para dar aquela “puladinha” com o Asa.

Impossível falar do axé sem mencionar o grupo Olodum, criado em 1979 no coração do Pelourinho. O Olodum talvez seja o maior embaixador internacional da música baiana, misturando samba reggae, axé e batidas africanas. Foram eles que tocaram com Michael Jackson no lendário clipe de “They Don’t Care About Us” (sim, esse mesmo que foi gravado no Pelô!). O legado do Olodum é tão forte que o grupo foi fundamental para combater o racismo e promover a cultura negra brasileira mundo afora. A percussão deles é inconfundível, e suas letras de empoderamento ecoam até hoje.

E o É o Tchan? Prepare a coluna, porque esses são responsáveis por ensinar o Brasil inteiro a rebolar – e, de quebra, popularizar as coreografias de axé. Nascido em 1995, o grupo virou febre nacional com composições como “Segura o Tchan”, “Dança do Bumbum” e “Dança da Cordinha”. Com uma mistura explosiva de humor, sensualidade e ritmo, É o Tchan levou o axé para além dos trios elétricos, dominando programas de TV, comerciais e pistas de dança. O segredo do sucesso? Muito carisma, refrões pegajosos e dançarinas icônicas (quem lembra da Scheila Carvalho e da Carla Perez?).

Já o Terra Samba merece um capítulo à parte. Impossível esquecer “Carrinho de Mão”, “Liberar Geral” e “Na Manteiga”, músicas que marcaram o fim dos anos 1990 e início dos 2000. O Terra Samba conseguiu unir humor e irreverência, garantindo espaço em qualquer festa animada. E, apesar de ter tido alguns hiatos, a banda segue fazendo shows e mantendo viva a tradição do axé raiz.

Vale lembrar ainda do Timbalada, grupo fundado por Carlinhos Brown em 1991. Com uma mistura de axé, samba-reggae e influências afro-baianas, a Timbalada inovou com suas batidas de timbal e figurinos pintados à mão. Clássicos como “Beija-Flor” e “Margarida Perfumada” são hinos de respeito, e a banda é referência quando o assunto é experimentação musical dentro do axé.

Não dá para falar de influência sem mencionar a explosão da Axé Music nos anos 90, período em que o gênero dominou rádios, TVs e toda sorte de premiação. Esse movimento foi fundamental para que artistas como Claudia Leitte, Cheiro de Amor, Banda Beijo e Babado Novo também brilhassem, ajudando a manter o axé sempre em alta e renovado. Claudia Leitte, por exemplo, foi líder do Babado Novo e depois se tornou um fenômeno solo, levando o axé para novas gerações e conquistando públicos internacionais.

No saldo final, o axé é muito mais do que música para pular Carnaval: é um patrimônio brasileiro que celebra alegria, resistência e diversidade. Suas bandas influentes continuam inspirando novos artistas e embalando festas país afora. Se você ainda não colocou um axézinho na sua playlist hoje, está esperando o quê?

Aproveite para ouvir todos esses clássicos e criar sua playlist personalizada gratuita no Soundz (https://soundz.com.br) – a plataforma de streaming de música grátis que vai além do axé, trazendo uma revista digital recheada de conteúdos sobre música, cultura, entretenimento e tudo que você adora. Vem pro Soundz e deixe o som de Salvador invadir a sua vida!

O que achou ?

Artigos relacionados