Quando você pensa em música eletrônica, talvez imediatamente imagine DJs girando botões freneticamente em uma cabine iluminada por lasers, multidões pulando e aquele drop que faz o chão tremer. Agora, feche os olhos por um segundo e tente listar os nomes femininos que vêm à sua mente. Não muitos? Pois saiba que as mulheres, embora por muito tempo sub-representadas, sempre tiveram papéis fundamentais e hoje são protagonistas inegáveis em todas as vertentes do eletrônico, das pistas underground de Berlim aos palcos lotados dos maiores festivais do mundo. Chegou a hora de conhecer quem são as vozes femininas mais influentes da música eletrônica e por que seus nomes merecem estar não só nas suas playlists, mas também no topo das paradas e das conversas!
Começando pelos clássicos, seria impossível falar de música eletrônica sem mencionar Björk. A islandesa multifacetada não apenas incorporou elementos eletrônicos desde os anos 90, como também influenciou toda uma geração de produtoras e vocalistas. Seu disco “Homogenic” (1997) é considerado uma obra-prima do trip hop e da eletrônica experimental, e sua voz única segue sendo sampleada, remixada e reverenciada por DJs do mundo todo.
Pulando para as pistas da cena eletrônica mais pop, não há como ignorar Alison Goldfrapp. Com seu timbre hipnótico e provocante, ela ajudou a definir o electroclash e o synthpop dos anos 2000 ao lado do parceiro musical Will Gregory. Hits como “Ooh La La” e “Strict Machine” ecoam em festas até hoje, e sua influência pode ser percebida em artistas contemporâneas como Robyn e Róisín Murphy.
Falando nela, Róisín Murphy também merece todo o nosso respeito e vários plays. Ex-vocalista do Moloko, Murphy expandiu as barreiras do house, disco e eletrônica com sua voz potente e sua estética visual sempre à frente do tempo. “Sing It Back” e “The Time Is Now” são dois hinos atemporais, mas sua carreira solo é um laboratório de experimentações dançantes que continuam a moldar o cenário eletrônico.
E já que estamos falando de clássicos e tendências, como não citar Annie Lennox? Apesar de ser mais conhecida pelo Eurythmics e hits pop, sua entrega vocal e as faixas eletrônicas do duo pavimentaram o caminho para a fusão entre o synthpop dos anos 80 e a dance music que dominaria as décadas seguintes. “Sweet Dreams (Are Made of This)” é, até hoje, sampleada e remixada por produtores mundo afora.
Na era dos festivais e grandes palcos, nomes como Nina Kraviz ganharam força. A DJ, produtora e cantora russa não apenas conquistou o topo dos rankings da Resident Advisor e DJ Mag, mas também se destacou por suas produções autorais, que misturam house, techno e acid com vocais minimalistas e carregados de emoção. Nina é uma das principais representantes do techno contemporâneo e defende a inclusão de mulheres e minorias na cena.
Outra estrela do momento é a australiana Alison Wonderland. DJ, produtora, vocalista e multi-instrumentista, ela conquistou multidões com seu estilo explosivo que funde trap, future bass e pop eletrônico. Com singles como “Church” e “No”, Alison não só canta, mas também produz e comanda o palco como poucas, tornando-se uma das artistas mais bem pagas e influentes do eletrônico em 2025.
E não poderíamos esquecer de Mija, uma das vozes mais inovadoras da bass music, e de TOKiMONSTA, que superou uma cirurgia cerebral e voltou ainda mais forte a produzir seus beats cheios de groove e camadas vocais etéreas. Ambas são exemplos de resiliência, criatividade e paixão pela música, inspirando mulheres e homens a desafiar limites todos os dias.
Saindo um pouco do mainstream, encontramos talentos brasileiros como ANNA, referência internacional no techno, e L_cio, que, apesar do nome, é um produtor e DJ brasileiro que frequentemente colabora com vocalistas femininas, mostrando a força das parcerias nacionais na cena. O Brasil tem visto um avanço cada vez maior de mulheres nas cabines, nas produções e nos vocais eletrônicos, provando que esse é um movimento sem volta.
Ao falar das mais influentes vozes femininas da música eletrônica, celebramos não só a potência vocal, mas também a coragem de inovar, produzir, compor e quebrar barreiras em um universo que durante muito tempo foi dominado por homens. Hoje, as mulheres estão nas listas das mais ouvidas, das mais premiadas e, principalmente, das mais inspiradoras. E, convenhamos, nada melhor do que montar aquela playlist só com essas divas para animar o seu dia, a sua festa ou até mesmo aquela faxina de domingo.
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