Você já percebeu como seu cão ou gato fica diferente quando escuta aquele barulho de trovão, fogos de artifício ou até mesmo o aspirador de pó? Pois é, a reação dos pets ao ouvir sons incômodos não é só coisa da sua cabeça – é um fenômeno estudado e documentado em todo o mundo, que afeta o bem-estar dos nossos companheiros peludos. E se você já viu um pet desesperado tentando se enfiar embaixo da cama ou latindo feito louco para a furadeira do vizinho, pode ter certeza: eles não estão fazendo drama, estão só tentando sobreviver a esse “show” de horrores sonoros do dia a dia.
Animais de estimação, principalmente cães e gatos, têm uma audição muito mais sensível do que a nossa. Os cães, por exemplo, podem ouvir sons entre 40 Hz e 60.000 Hz (só para comparar, nós, humanos, ouvimos entre 20 Hz e 20.000 Hz). Já os gatos são ainda mais “superpoderosos”, percebendo frequências de até 65.000 Hz! Isso significa que aquele barulhinho que parece só um chiado para você pode ser uma verdadeira sinfonia de terror para eles. Por isso, sons agudos, estrondos altos ou ruídos constantes são extremamente incômodos para os pets, podendo desencadear reações físicas e emocionais.
As reações variam bastante de acordo com o animal, sua personalidade e experiências de vida. Alguns latem, miam ou uivam incessantemente, outros se escondem, tremem, babam ou até fazem suas necessidades fora do lugar habitual. Tem também os pets que ficam paralisados, como se tivessem apertado o “pause” de tanto medo. Um estudo publicado pela Universidade de Bristol constatou que cerca de 45% dos cães apresentam sinais de medo durante tempestades e 49% durante fogos de artifício. Entre os gatos, os dados também são alarmantes: pesquisas apontam que mais de 60% deles procuram abrigo ou mudam seu comportamento frente a sons repentinos e altos.
O motivo dessa sensibilidade toda está na biologia e na evolução. Animais, na natureza, dependem dos sons para detectar predadores, presas e outros perigos. Assim, barulhos estranhos e intensos despertam instintos de defesa. Infelizmente, na vida moderna, essa resposta pode causar ansiedade, fobia sonora e problemas de saúde nos nossos pets. O famoso “medo de fogos” em cães, por exemplo, é uma das principais causas de fugas e acidentes em datas comemorativas no Brasil.
Mas calma! Nem tudo está perdido. Existem várias estratégias para ajudar seu pet nesses momentos. Criar um ambiente seguro e confortável, com cobertores, brinquedos e até música (sim, música!) pode ajudar a abafar os ruídos externos. Estudos sugerem que músicas clássicas ou sons suaves ajudam a acalmar cães e gatos, reduzindo sinais de estresse. Já existem, inclusive, playlists especialmente criadas para pets em plataformas de streaming – quem diria que Beethoven e Mozart seriam os melhores amigos do seu vira-lata?
Outra dica de ouro é evitar broncas quando o pet fica assustado. O ideal é oferecer carinho, petiscos e companhia. Em casos mais graves, quando o animal apresenta fobias sérias, vale procurar um veterinário ou um especialista em comportamento animal para avaliar possíveis tratamentos, inclusive com uso de feromônios ou terapias comportamentais.
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