Você já parou para pensar de onde vêm aqueles pedacinhos irresistíveis de músicas que grudam na cabeça, mesmo que você nunca tenha ouvido a faixa original? Bem-vindo ao fascinante mundo dos samples musicais, o ingrediente secreto que tempera muitos dos sucessos pop que você ama. Desde um riff de guitarra dos anos 70 até um refrão esquecido de uma faixa de funk carioca, os samples são como máquinas do tempo – e, cá entre nós, viajar no tempo nunca foi tão divertido (e dançante).
A arte de samplear começou como uma brincadeira de DJs em festas de hip hop no Bronx dos anos 1970, quando os mestres das pick-ups começaram a repetir os trechos mais animados das músicas para manter a pista pegando fogo. O primeiro sampleador eletrônico, o Fairlight CMI, custava o preço de um apartamento em São Paulo lá nos anos 80, mas abriu portas para uma verdadeira revolução musical. De lá pra cá, artistas de todos os estilos, de Madonna a Beyoncé, passaram a “emprestar” sons do passado para criar hits do futuro.
Um dos exemplos mais icônicos é “Crazy in Love”, da Beyoncé. Aquele riff explosivo de metais que faz qualquer um sair do chão foi retirado de “Are You My Woman? (Tell Me So)” da banda The Chi-Lites, lançada em 1970. Resultado: um clássico instantâneo que une a soul music dos anos 70 ao pop atual, mostrando que, sim, o passado pode ser mais presente do que parece.
E falando em clássicos, você sabia que “Hung Up”, da Madonna, tem como base o sample de “Gimme! Gimme! Gimme!” do ABBA? Essa foi a primeira vez que o ABBA deixou alguém usar suas músicas para samplear, mostrando que até os suecos sabem sacudir a poeira e renovar o guarda-roupa de suas melodias. O resultado? Uma das músicas mais tocadas de 2005, balançando pistas do mundo inteiro.
No território nacional, o sampling também fez história. O Planet Hemp, por exemplo, sampleou “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco, em suas músicas, trazendo o peso do samba para o rap nacional. E quem não lembra de “Rap das Armas”, que virou hit global ao ser sampleado em versões eletrônicas na Europa? O Brasil, aliás, é um dos maiores exportadores de samples, principalmente do funk carioca, usado por DJs internacionais como Diplo e Skrillex.
Mas nem tudo é só festa: o uso de samples também envolve questões legais e éticas. Tem artista que libera fácil, tem artista que faz cara feia e fecha a porta. O rapper Vanilla Ice, por exemplo, enfrentou uma baita dor de cabeça por usar a linha de baixo de “Under Pressure”, do Queen e David Bowie, em “Ice Ice Baby”, sem autorização. Resultado? Processo na certa – mas também muita discussão sobre criatividade e direitos autorais.
E sabe aquela batida de “Stronger”, do Kanye West? Ela foi tirada diretamente de “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk, provando que até robôs franceses podem ser sampleados por rappers americanos. O Kanye, por sinal, é um dos maiores fãs de sample: já usou trechos de Nina Simone a King Crimson, sempre adicionando seu toque pessoal e criando algo completamente novo.
O mais divertido de tudo isso é que o público muitas vezes nem percebe de onde vem aquele trecho viciante. O sample é como um truque de ilusionista: está ali, mas só os mais atentos reconhecem a mágica. Ou seja, ouvir música pop é também uma espécie de caça ao tesouro para detetives sonoros de plantão.
E se você ficou curioso para descobrir a origem dos samples dos seus hits favoritos ou quer explorar playlists recheadas de faixas incríveis, o Soundz (https://soundz.com.br) é o seu lugar. Plataforma de streaming de música grátis, onde você pode escutar músicas, criar playlists e mergulhar em uma revista digital completa sobre os mais variados assuntos do mundo da música, cultura pop, tecnologia, lifestyle e muito mais. Cola lá, porque no universo dos samples, sempre tem uma nova história pra dançar junto!
































