Música

Curiosidades Sobre o Trap de Favela

Se você acha que já ouviu de tudo sobre música urbana, segure o boné e prepare-se para mergulhar nas curiosidades do trap de favela – um dos movimentos mais autênticos, criativos e cheios de história da cena musical brasileira! Esse som, que nasceu entre becos, vielas e lajes, conquistou não só as ruas, mas também as playlists das principais plataformas digitais, provando que talento, ritmo e representatividade não têm endereço fixo – só flow!

O trap de favela, diferente do trap tradicional norte-americano, ganhou uma cara toda sua por aqui. Ele mistura as batidas pesadas do trap com o molejo do funk carioca, resultando em um som impossível de escutar parado. Sabe aquele grave que faz até o vizinho elogiar (ou reclamar)? Pois é, veio daqui. O termo “trap” vem do inglês, significando “armadilha” e fazendo referência às áreas periféricas dos Estados Unidos – mas, no Brasil, ganhou sabor de feijoada, sotaque local e muito swing.

Um dos primeiros sucessos que ajudou a consolidar o trap de favela foi “Plaqtudum”, de Recayd Mob, lançado em 2018. Logo depois, outros nomes como MC Caverinha, MC Igu, Matuê, Dfideliz e Yunk Vino começaram a se destacar, misturando gírias da quebrada, referências do cotidiano e vivências reais em produções gravadas, muitas vezes, dentro de quartos improvisados em estúdios caseiros. O resultado? Milhões de plays no YouTube e Spotify, e uma legião de fãs que se identificam com as letras e batidas.

O visual também faz parte da estética do trap de favela: roupas largas, correntes, bonés, pochetes e tênis de marca são quase uniformes oficiais, mostrando que o estilo vai além da música, é uma atitude. E, claro, os videoclipes são um espetáculo à parte. Gravados entre becos coloridos, lajes com o pôr do sol e muita ostentação criativa (alô, drones e efeitos especiais improvisados!), eles trazem o lifestyle da periferia para o centro da cultura pop.

Curiosamente, o trap de favela também virou ponte de ascensão social para muitos artistas. Segundo dados recentes de 2024, cerca de 38% dos novos contratos de gravadoras voltados para o rap e trap brasileiros foram assinados por talentos vindos de comunidades periféricas. Isso mostra que, além de ritmo e poesia, o trap de favela é uma ferramenta de transformação real, abrindo portas e criando oportunidades onde antes só havia silêncio.

Outra curiosidade que merece destaque: as colaborações entre artistas do trap de favela e big names do mainstream estão cada vez mais frequentes. Em 2023, Matuê colaborou com Anitta em uma faixa que misturou funk e trap e ficou semanas no topo das paradas digitais. Já MC Caverinha uniu forças com grandes produtores do cenário internacional, mostrando que o som das quebradas brasileiras é exportação de luxo.

E não dá para falar de trap de favela sem mencionar a influência das redes sociais. O TikTok, por exemplo, se tornou um dos maiores aliados da cena, com trends e desafios virais ao som de batidas exclusivas. Uma música pode explodir da noite para o dia graças a um vídeo de dança gravado na laje, provando que, quando o assunto é engajamento, o trap de favela tira onda!

Por fim, vale lembrar que o trap de favela é muito mais do que só entretenimento: é um retrato fiel das lutas, conquistas e sonhos da juventude periférica. As letras denunciam problemas sociais, exaltam a superação e celebram a cultura local, servindo de inspiração para quem acredita que é possível vencer, seja rimando, dançando ou apenas ouvindo com o coração aberto.

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