Se você acha que o tecnobrega é apenas música para dançar no calor do Pará, está na hora de dar um upgrade no seu conhecimento musical! O tecnobrega nasceu no Norte do Brasil, especialmente em Belém do Pará, e se espalhou como glitter em baile de carnaval: tomou conta das festas, ultrapassou as fronteiras regionais e, pasmem, influenciou outros gêneros musicais dentro e fora do Brasil. Parece exagero? Acompanhe este passeio cheio de beats, batidas eletrônicas e muita criatividade e descubra como o tecnobrega deixou sua marca no cenário musical global.
O tecnobrega surgiu oficialmente nos anos 2000, mas suas raízes vão lá para os anos 80, quando produtores começaram a misturar bregas clássicos – aqueles sucessos românticos que tocam no rádio desde sempre – com sintetizadores eletrônicos e batidas aceleradas. O resultado foi uma explosão de energia: letras apaixonadas, arranjos arrojados e graves pulsantes capazes de fazer qualquer um perder a linha na pista de dança. Mas o tecnobrega não é só diversão: ele também é resistência cultural, economia criativa e, claro, um laboratório musical de experimentações que inspiraram muita gente.
Vamos ao que interessa: a influência do tecnobrega em outros gêneros. Para começar, ele teve papel fundamental no surgimento do eletromelody, aquele primo animado que surgiu no Pará misturando tecnobrega, eurodance e batidas pop globais. O eletromelody logo conquistou DJs de todo o Brasil, influenciando desde funk carioca até o pop nacional. Artistas do tecnobrega, como a icônica Banda Uó, conseguiram furar a bolha e levar o estilo para São Paulo, Rio e para o resto do país, misturando o ritmo com referências do tecnopop, new wave e até música eletrônica internacional.
E o tecnobrega não ficou só no Brasil, não! A abordagem DIY (faça você mesmo), característica dos artistas do tecnobrega, virou referência para músicos independentes do mundo todo. O modelo de distribuição – com CDs piratas vendidos em camelôs e músicas espalhadas em pen drives nas festas de aparelhagem – mostrou para o mundo que existe vida fora do streaming, e que o acesso democrático à música pode redefinir o sucesso de um gênero. Essa distribuição “na raça” foi inspiração para movimentos como o baile funk brasileiro, o reggaeton latino e até gêneros eletrônicos africanos, como o kuduro angolano, todos com práticas similares de divulgação popular.
Falando em batidas, basta ouvir algumas faixas de pop nacional de 2015 para cá para notar a presença do tecnobrega nas produções de artistas consagrados. Gaby Amarantos, diva pop paraense, virou sensação nacional misturando tecnobrega com MPB, funk e pop. Ela abriu caminho para outros artistas, como Jaloo e Pabllo Vittar, que incluíram elementos do tecnobrega em hits que tocaram até na Europa. Não é exagero dizer que o tecnobrega é parte da identidade da nova música pop brasileira.
E tem mais: DJs de música eletrônica, como Diplo e outros gringos, se encantaram com ritmos paraenses, incorporando samples e batidas do tecnobrega (e do brega funk, seu desdobramento pernambucano) em sets internacionais. Em entrevistas, Diplo já mencionou sua paixão pelo tecnobrega e citou como ele influenciou produções do Major Lazer e colaborações com artistas brasileiros.
No universo do funk carioca, muitos produtores começaram a experimentar com teclados e sintetizadores inspirados pelo tecnobrega, criando uma conexão entre os bailes do Rio de Janeiro e as aparelhagens de Belém. O resultado é visível em hits de MCs como Kevinho e Dennis DJ, que misturam elementos eletrônicos e melodias românticas ao melhor estilo brega.
Além do lado musical, o tecnobrega também impactou a produção audiovisual e a estética de videoclipes nacionais. O visual colorido, os figurinos extravagantes e as coreografias marcantes inspiraram campanhas publicitárias, novelas e até memes da internet. Hoje, basta uma rápida olhada nas trends do TikTok para encontrar coreografias de tecnobrega viralizando em várias partes do Brasil e do mundo.
Em resumo: o tecnobrega conquistou corações, playlists e pistas de dança, influenciando do pop ao funk, do underground ao mainstream. Ele mostrou que música é festa, resistência, criatividade e, acima de tudo, um convite para todo mundo dançar junto. Então, da próxima vez que ouvir uma batida eletrônica misturada com paixão brega, saiba que tem um pouco do Pará ali – e muito tecnobrega na história dessa sonzeira.
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