Música

Hits Independentes Que Viraram Trilha Sonora de Séries

Se você é daqueles que adora descobrir músicas novas maratonando séries, pode agradecer a mágica da curadoria musical: muitos hits independentes ganharam o mundo graças a trilhas sonoras que explodiram no streaming (e no seu coração). Em tempos onde as playlists das séries são praticamente personagens à parte, canções de artistas até então desconhecidos se tornaram hinos pop – e, cá entre nós, abriram portas e janelas para carreiras que estavam ali, só esperando um holofote.

A história dos hits independentes em trilhas de séries é praticamente uma revolução silenciosa (mas embaladíssima). Quem não se lembra do fenômeno “Death Cab for Cutie” explodindo após ‘The O.C.’? A série adolescente virou uma espécie de celeiro de bandas indie nos anos 2000. O episódio com “Transatlanticism”, por exemplo, fez a banda pular de queridinhos do alternativo para nome onipresente nas playlists dos fãs de drama adolescente. Falando em indie, “Hide and Seek”, da Imogen Heap, teve o mesmo destino meteórico quando foi usada de forma brilhante no season finale da segunda temporada de ‘The O.C.’ em 2005. Aquela cena, aliás, virou meme, referência e, claro, trilha sonora obrigatória para qualquer playlist de “sofrências”.

Outro caso clássico é o de “Young Folks”, da dupla sueca Peter Bjorn and John. Antes da música virar trilha de ‘How I Met Your Mother’ e de inúmeros comerciais pelo mundo, era apenas um hit europeu. O assovio contagiante ganhou vida nova quando apareceu na série, transformando-se em cartão de visitas para um universo de ouvintes que, provavelmente, nunca teriam esbarrado no indie sueco por conta própria. Duvida? É só perguntar no grupo da família quem nunca ouviu “pá pá pá pá pá pá pá pá”.

A Netflix, claro, também virou rainha em lançar tendências sonoras. “To Build a Home”, do The Cinematic Orchestra, já era queridinha do cinema independente, mas atingiu outro patamar após embalar momentos de cortar o coração em séries como ‘Grey’s Anatomy’ e ‘This Is Us’. O casamento do tom épico da música com cenas emocionantes criou uma conexão tão forte que, até hoje, basta tocar as primeiras notas para fazer brotar lágrimas até em quem nunca assistiu nada da Shonda Rhimes.

Pulando para a geração Z, a ascensão de Phoebe Bridgers é outro capítulo dessa história. Antes de ser indicada ao Grammy, ela já havia roubado a cena com “Motion Sickness” e “Funeral” em séries como ‘Normal People’ (2020) e ‘13 Reasons Why’. Os criadores sabiam: incluir faixas de artistas independentes não só dava autenticidade à trilha, como ajudava a criar uma identidade única para a produção – e, de quebra, viralizava a banda/artista junto.

E não dá para falar de trilhas sem citar “Stick Season”, de Noah Kahan. O artista norte-americano viu sua música saltar das plataformas de nicho para o topo das paradas quando a faixa apareceu em ‘The Bear’ (FX/Hulu), no episódio final da segunda temporada, em 2023. Até então, Noah era conhecido por um público fiel de folk alternativo, mas a exposição instantânea garantiu não só milhões de streams, como também fez a música se tornar trilha existencial para uma geração inteira tentando entender o sentido da vida (e das receitas de restaurante).

A verdade é que, no universo dos soundtracks de séries, as descobertas independentes viram ouro. É uma troca justa: as séries ganham trilhas originais, frescas, com aquele jeitão de “achei primeiro”; e os artistas, por sua vez, conseguem um alcance que nem o algoritmo mais otimista do streaming imaginaria. É como uma amizade improvável que funciona melhor do que muito casal de novela.

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