Música

Beatmakers do Momento: Como Eles Criam Beats Virais

Se você já se pegou balançando a cabeça involuntariamente ao ouvir aquele som chiclete no TikTok ou ficou curioso sobre quem está por trás da batida que não sai da sua cabeça, bem-vindo ao universo dos beatmakers do momento. Esses magos do som não aparecem tanto quanto os cantores nas capas das revistas, mas sem eles, muito hit viral simplesmente não existiria.

O fenômeno dos beats virais ganhou força nos últimos anos, impulsionado por plataformas como TikTok, Instagram Reels e o próprio YouTube Shorts. Em 2024 e agora em 2025, nomes como Metro Boomin, Murda Beatz, Wheezy, Papatinho, Pedro Lotto, Tropkillaz e KDDO se destacam pela habilidade quase alquímica de transformar samples, instrumentos virtuais e ruídos do cotidiano em músicas que explodem em streams e trendings.

Mas, afinal, como esses beatmakers criam beats que viralizam?

O segredo começa na escolha dos samples. Metro Boomin, por exemplo, é mestre em selecionar samples de soul e R&B dos anos 70 e 80, dando uma roupagem moderna e, muitas vezes, minimalista. Seu processo envolve horas garimpando vinis, escutando áudios raros e, claro, usando softwares como FL Studio e Ableton Live para manipulação. O detalhe é que, em 2024, a principal fonte de samples já não é apenas o vinil, mas também bancos digitais e gravações originais feitas em casa, usando desde sintetizadores vintage a aplicativos de celular.

Os brasileiros também dão show. Papatinho, conhecido por hits com Anitta, Marcelo D2 e Black Alien, mistura samba, bossa nova e funk com técnicas de produção internacional – tudo isso em um estúdio repleto de MPCs, SP-404s e controladores MIDI. Pedro Lotto, parceiro de Matuê, aposta em timbres graves, linhas de bateria sincopadas e vocais processados com autotune, criando a cara do trap nacional.

E tem mais: os beatmakers do momento sabem ler tendências. O algoritmo do TikTok, por exemplo, favorece músicas com “drops” marcantes logo nos 15 primeiros segundos. Isso influencia diretamente a estrutura dos beats – refrões mais rápidos, ganchos melódicos e efeitos sonoros que se destacam mesmo em caixas de som de celulares. Wheezy, responsável por beats de Lil Baby e Gunna, comentou em entrevista recente que já produz pensando em como a faixa vai soar em vídeos curtos.

Além da técnica, os beatmakers apostam em colaborações. Tropkillaz, dupla formada por Laudz e Zegon, exemplifica isso: cada track é resultado de uma mistura de referências globais. Em “Vai Malandra”, por exemplo, os caras misturaram elementos do funk carioca com sintetizadores gringos e efeitos de voz “picotados” típicos do hip hop americano.

Outro ingrediente fundamental é o uso de Inteligência Artificial. Em 2025, ferramentas como Magenta Studio, LANDR e plugins com IA ajudam a criar variações rítmicas, sugerir harmonias e até simular instrumentos antes inacessíveis. KDDO, nigeriano que viralizou com “Fall” de Davido, contou que usa IA para experimentar grooves de bateria afrobeat em diversas variações até encontrar o que “pega”.

Por fim, a viralização não é só uma questão de som: é também de estratégia. Os beatmakers entendem a importância de lançar “type beats” (faixas instrumentais semelhantes ao estilo de artistas famosos) no YouTube, SoundCloud e, claro, nas redes sociais. Isso aumenta as chances de um artista famoso descobrir o beat e transformar em hit. Murda Beatz, por exemplo, colabora com influenciadores e aposta em desafios de dança para impulsionar suas faixas.

Se você ficou curioso para ouvir esses sons ou até tentar criar seus próprios beats, não precisa ir longe: o Soundz (https://soundz.com.br) é a plataforma ideal para escutar músicas grátis, montar suas playlists e ainda ficar por dentro de tudo o que rola no universo musical e cultural. E aí, pronto para descobrir ou até lançar o próximo beat viral?

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