Você já parou para pensar em quantas músicas, aparentemente inofensivas, foram canceladas ao longo da história? Não, não estamos falando daquela música chiclete que grudou na sua cabeça e nunca mais saiu, mas sim de faixas que literalmente foram retiradas das rádios, plataformas, clipes excluídos e artistas que tiveram que se explicar (ou pedir desculpas) ao mundo. Em pleno 2025, a cultura do cancelamento segue mais viva do que nunca e, claro, não deixou a música de fora desse turbilhão. Do pop ao rock, do funk ao rap, diversos sons já entraram na lista negra – seja por letra polêmica, contexto histórico ou até mesmo por decisões de quem está por trás do showbizz. Mas, afinal, quem foram os verdadeiros responsáveis por essas músicas canceladas?
Vamos começar pelo clássico caso de Michael Jackson e a música “They Don’t Care About Us”. Lançada em 1995, a canção trazia críticas sociais pesadas, mas foi acusada de conter frases que seriam antissemitas. A polêmica foi tanta que Michael precisou regravar partes da música e, mesmo após se desculpar e explicar a intenção da letra, rádios em diversos países simplesmente baniram a faixa por um tempo. Aqui, os responsáveis pelo cancelamento foram grupos de defesa, imprensa e, claro, as próprias rádios que não queriam dor de cabeça.
Pulando para o mundo do rock, temos o clássico “Brown Sugar”, dos Rolling Stones. A faixa, lançada em 1971, sempre foi vista como controversa pelo teor sexual e pelas referências à escravidão. Em 2021, mais de 50 anos depois, a própria banda decidiu parar de tocar a música nos shows, após críticas crescentes sobre o conteúdo da canção. Desta vez, o cancelamento veio de movimentos sociais, fãs atentos e, por fim, um mea-culpa dos próprios músicos. Mick Jagger até disse que estava meio cansado de tocar “Brown Sugar”, mas a pressão foi mesmo o que fez a diferença.
No pop, talvez um dos casos mais emblemáticos seja o de “Blurred Lines”, do Robin Thicke com Pharrell Williams e T.I. Lançada em 2013, a música saiu do topo das paradas direto para o tribunal da opinião pública e, depois, para processos legais. A crítica principal era que a letra romantizava o consentimento de forma problemática, o que gerou protestos em universidades e boicotes em rádios do mundo inteiro. Por fim, a música foi cada vez mais retirada das playlists e eventos, e hoje é praticamente persona non grata em festas. Aqui, o grande agente do cancelamento foi o público, especialmente movimentos feministas que pressionaram por mais responsabilidade nas letras mainstream.
No Brasil, o funk não passou ileso. Em 2017, MC Diguinho lançou “Surubinha de Leve”, que viralizou nas redes mas, logo em seguida, sofreu um apagão geral: sua letra foi considerada apologia ao estupro por internautas, movimentos sociais e autoridades. Resultado? Plataformas como Spotify e YouTube removeram a faixa, e o artista precisou se desculpar publicamente. No fim das contas, o próprio público, junto das plataformas digitais, foi quem segurou a tesoura.
Outro exemplo nacional é “Vamos à Luta”, de Gonzaguinha, usada durante anos como hino de resistência. No entanto, em 2023, a música foi temporariamente cancelada em algumas rádios por causa de disputas políticas – alguns grupos alegavam que a mensagem da canção estava sendo utilizada para incitar divisão social. Não chegou a ser uma exclusão definitiva, mas mostrou como até clássicos podem ser alvos dependendo do contexto.
Nem sempre, porém, o cancelamento é definitivo. Muitas músicas acabam voltando, depois que o “calor” da polêmica esfria, ou quando o contexto muda. Mas é fato: a cultura do cancelamento transformou o modo como consumimos música, seja pressionando por mais responsabilidade nas letras ou acendendo debates importantes sobre arte, liberdade de expressão e limites.
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