Se você acha que reggae é coisa do passado, reservado apenas para as tardes ensolaradas da Jamaica dos anos 70 ou para os nostálgicos fãs de Bob Marley, prepare-se para uma onda sonora que vai mudar o seu conceito. Em 2025, o reggae está mais vivo do que nunca, e as novas gerações estão dando um show de criatividade, atitude e inovação, provando que esse ritmo contagiante não só resistiu ao tempo, como também se reinventou e encontrou novos caminhos para florescer no cenário musical global.
Com raízes profundas na cultura jamaicana e uma mensagem de paz, amor e resistência, o reggae conquistou fãs ao redor do mundo. Mas a grande novidade é que os protagonistas dessa nova fase são jovens talentos prontos para sacudir o status quo. De Kingston a Londres, de São Paulo a Durban, uma legião de artistas vem misturando reggae com hip hop, pop, eletrônica e até trap, sem nunca perder a essência que faz desse gênero musical um verdadeiro abraço sonoro.
Entre os destaques internacionais, nomes como Koffee, Protoje e Lila Iké vêm redefinindo o reggae contemporâneo com letras afiadas, produção moderna e uma energia inacreditável. Koffee, por exemplo, foi a primeira mulher e artista mais jovem a vencer o Grammy de Melhor Álbum de Reggae, em 2020, e desde então não parou de surpreender. Sua mistura de reggae com dancehall e trap conquistou milhões de fãs e abriu portas para uma geração que entende a música como uma poderosa ferramenta de expressão social e identidade cultural.
No Brasil, o reggae também encontrou terreno fértil para crescer entre os jovens. A cena nacional se destaca não só pelo tradicional reggae roots, mas também por experimentações que aproximam o gênero de outras vertentes populares. Artistas como Dada Yute, Marina Peralta e Raiz Tribal estão entre os nomes que vêm renovando o reggae brasileiro, trazendo temas contemporâneos como questões ambientais, igualdade de gênero e valorização das culturas originárias para suas composições. Sem falar no fenômeno do reggae universitário, que popularizou bandas como Maneva, Planta & Raiz e Onze:20 entre a juventude, provando que a vibe do reggae combina (e muito) com as playlists dos estudantes e das festas de república.
Além do Brasil e da Jamaica, outros polos vêm se destacando nesse novo mapa global do reggae. Na África do Sul, artistas como Nkulee Dube (filha do lendário Lucky Dube) misturam reggae com ritmos africanos, criando um som originalíssimo. No Reino Unido, coletivos como The Skints e Hollie Cook levam o reggae para pistas de dança lotadas, com uma pegada indie e pop que conquista novos públicos. E não dá pra esquecer do poder das redes sociais: plataformas como TikTok e YouTube têm sido verdadeiras catapultas para lançamentos independentes, conectando jovens talentos a fãs do mundo inteiro em questão de segundos. Quem nunca viu um vídeo de dancinha ao som de um reggae moderninho, que atire a primeira pedra!
Outro fator importante é o engajamento social dos novos artistas de reggae. Muitos deles usam suas vozes para lutar por justiça, igualdade e meio ambiente, transformando suas músicas em trilhas sonoras de movimentos sociais. O reggae sempre foi resistência, e agora, mais do que nunca, segue firme como ferramenta de transformação positiva. As novas gerações, conectadas e engajadas, sabem da força dessa tradição e não abrem mão de usá-la para construir um mundo melhor – tudo ao som de muito groove, baixo marcado e aquela batida que só o reggae tem.
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